Jesus foi preso e levado à presença de Caifás. (Esse bandido que tinha um negócio de pay per pray, em que se pagava para receber uma oração, todos os dias, escrita numa tabuinha de argila ou numa pele de cabra, funcionava mais ou menos como hoje funciona o negócio dos sms. Caifás era agora accionista da empresa de saúde de Jesus devido à traição de Judas). Uma vez na presença do agora accionista da empresa, Jesus começou a dizer que o pai pagaria a caução com dez pragas semelhantes às que lançou no Egipto. Caifás, com medo, não demorou muito a mandá-lo falar com Herodes, este, por sua vez, mandou Jesus ir falar com Pilatos, o corrector da bolsa. Na verdade, tanto Herodes como Pilatos e Caifás lucravam com o negócio da feira da ladra, estavam todos metidos no mercado negro e a feira era um bom disfarce.
Houve uma altura em que Jesus julgou que ia ser condenado por funcionários públicos portugueses, uma vez que Pilatos o mandou falar com Herodes e Herodes o mandou de volta para Pilatos.
Quando Jesus chegou ao pé de Pilatos já este estava a lavar as mãos, pois tinha acabado de comer. Aqui se lança a confusão sobre o juiz de Jesus, se Pilatos já tinha lavado as mãos, quem é que não lavou as mãos? E se aquele que condenou Jesus fosse maneta, que parte do corpo lavaria? Teólogos, ao trabalho!!!
Pilatos ouviu Jesus com muita atenção e a seguir fez-lhe um briefing, Jesus gostou… No pico do seu êxtase Jesus confessou que até era capaz de ser culpado, mas que o pai dele era o pai dele e que ele era o Messias. Pilatos perguntou-lhe se ele queria ser rei, Jesus retorquiu com uma humildade lasciva, saltando para cima da mesa e gemendo, «Sou o teu Rei, é? Sempre foste a minha p#%#, não é, Pilatos?» O corpo estremeceu-lhe e Jesus voltou ao estado normal. Pilatos lavou de novo as mãos… mas desta vez mais sério e decidido a levá-lo para que o povo decidisse. Jesus obteve confirmação de que estaria completamente lixado e de que provavelmente estaria mesmo a ser condenado em Portugal, apesar da precocidade da decisão, a batata quente passava de mão em mão.
Uma vez em frente ao povo Pilatos deu a escolher entre Barrabás, um ladrão que na altura concorria às autárquicas e Jesus, o playboy meio hippie, injustamente acusado de amotinador e criminoso fiscal, para além de sodomita, por causa do beijo de Judas. O povo decidiu, através do método das cruzinhas, que Jesus seria muito mais prejudicial para a sociedade que Barrabás. Barrabás escapou ileso e ainda ganhou as autárquicas.
O povo decidiu, está decidido! Jesus foi desde ali até ao lugar da caveira, ou Golgota, a pé, com uma cruz às costas. (Considerando agora que Jesus passou pelo Calvário, bem podia ter apanhado os seguintes transportes: os autocarros, 32, 28, 14, 38, 60 ou o 20 e os eléctricos 15 e 18, sempre lhe saía menos pesada a morte).
Jesus foi crucificado junto de dois pick-pockets, um bom e outro mau. Talvez, se tivesse vindo nos eléctricos que indiquei, pudesse ser a última vítima de um deles.
Ao morrer, Jesus gritou «Pai, por que não pagaste a caução?» e não, como muita gente julga, «Pai, por que me abandonaste?».
Seguindo os ensinamentos de Jesus, bem como o seu exemplo, diversas pessoas abriram diversos franchisings ao longo da História: um católico, um protestante, um calvinista, outro luterano, ortodoxo, isto sem falar nos jeovás, nos helders, nos monges, franciscanos, beneditinos, a opus dei, um sem número.
Jesus, se não tivesse morrido, com o pai que tinha, podia ser dono disto tudo… bem mais poderoso que Donald Trump.
FIM