terça-feira, 27 de setembro de 2005

Apologia da Bichanice

É com grande prazer que vos anuncio que, estando eu a ver o filme “O Choque de Titãs”, que narra a história de Perseus, me veio à cabeça a Apologia da Bichanice; afinal o filme é sobre mitologia grega.
É tempo de acabar com a homofobia e dar as mãos ao Esquadrão G e aos participantes do “Sra. Dona Lady”, bem como ao Castelo Branco e ao Goucha, sem esquecer o Cláudio Ramos e o Teletubbie Roxo. É tempo de perceber que eles colaboram. E é precisamente aqui que se começa a desenhar o argumento. É nesta linda palavra que vou buscar os alicerces para erigir o mais bonito edifício argumentativo-gay.
Todos eles colaboram, reparem como é simples: co-laboram. Laboram é o presente do indicativo do verbo laborar declinado na terceira pessoa do plural e significa labutar que, por sua vez, significa, trabalhar. Ora, nesta palavrinha, a palavra laboram é antecedida pelo prefixo co-, que significa, “uns com os outros lá à maneira deles”. No entanto, é de ressalvar a seguinte ideia, neste prefixo o “ó” lê-se com o valor fonético de “u”, o que pode transformar logo as cabecitas mais atentas. Ora, claro está! Na realidade todos eles trabalham uns com os outros, cu laboram, se assim se pode dizer. Mais a fundo na questão, e já dizia Taveira, esse homem envergonhado que entrava sempre pelas traseiras, “o que custa é a cabeça o resto é pescoço”, eles chegam a trabalhar, a laborar, o cu uns dos outros. O sacrifício pelo trabalho que fazem não é nenhum, até lhes dá prazer.
Não há, portanto, motivo para descriminar os homossexuais masculinos, pois eles cu laboram. E eles querem cu laborar sempre, até ao fim dos dias. Platão também cu laborou, e Alexandre, o Grande, também. Por que motivo havemos de dizer mal dos que cu laboram?

Ventoinhapress - Também posso???

O antigo Presidente da República, Ramalho Eanes recusou esta segunda-feira, na Figueira da Foz, pronunciar-se sobre as eleições presidenciais de Janeiro de 2006, remetendo uma eventual declaração para quando todos os candidatos apresentarem as suas candidaturas. O antigo Presidente da República recusa-se a falar na eventual hipótese de voltar a ser candidato ao cargo. "Todas as coisas têm um tempo, o tempo de falar de presidenciais será não agora, mas dentro de alguns dias".

Também posso? É que qualquer dia são mais candidatos do que não candidatos e eu confesso que me começo a sentir um bocado excluído...

Uma da Manela por dia dá Saúde e Alegria...

A Manuela Moura Guedes tem uma boca tão grande que tiveram de inventar baton à pistola.

Aplauso à reforma de Santana

O ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, vai receber, a partir de Outubro, uma pensão de 3.178 euros, segundo uma listagem da Caixa Geral de Aposentações. Eu, ao contrário das cerca de 20 pessoas que estavam comigo no café quando a notícia passou na RTP, não sou contra. Ora esta reforma, surge fruto da prestação do sex symbol autárquico na Figueira da Foz e em Lisboa. Foram apenas sete anos, é certo, mas chegou (e até sobrou). Por isso, vejo isto como um favor às autarquias portuguesas, porque nunca se sabe o que sai daquela cabeça. Nas autarquias acabou. Agora, agradecia que o reformassem na qualidade de deputado, de ministro, de Presidente da República (mesmo antes de qualquer veleidade), e de político. De advogado não vale a pena, porque ele próprio não faz grande coisa do canudo. Ficaria portanto apenas como cidadão, que já chega e, mesmo assim, se correm alguns riscos. E o valor de 3.178 euros não me parece excessivo se pensarmos nos buracos de milhões que deixou por onde passou. Acho bem que o reformem, porque pelos exemplos actuais da política portuguesa, Santana Lopes ainda podia fazer muitos estragos. Afinal, ainda só tem 49 anos, o que, na média actual, estará a meio da sua vida activa.

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

O Pentatlo Socialista

Na sequência do anúncio de candidatura de Manuel Alegre, Mário Soares desafiou o seu concorrente para um pentatlo socialista. E de que é constituído este pentatlo? Meus caros leitores, muito simples…
A primeira prova deste Pentatlo Socialista chama-se: “A queda de Fidel em comprimento”, os dois concorrentes terão de cair, reproduzindo a queda desse grande socialista, e quem cair em maior comprimento ganha. A seguir a esta prova temos, “Mais que Milosevic”, consiste no arremesso de uma bola de chumbo com o objectivo de derrubar uma maqueta, à escala 1:1000, da Europa. Soares leva vantagem, porque já uma vez falou em golpe de estado, etc…
Para que o ânimo não esmoreça temos a “Cem Metros DGS”, esta consiste na redacção de um poema de intervenção – aqui Manuel Alegre pode bater-se – em apenas dez minutos. Após esses dez minutos, são automaticamente soltos funcionários da DGS, armados até aos dentes, para desancar à pancada os dois concorrentes. Soares e Alegre terão de correr cem metros a fugir deles (a prova é cronometrada por Otelo Saraiva de Carvalho).
“Tiro ao Cavaco”, a quarta prova, consiste em disparar ao mesmo tempo, com balas de tinta de cor diferente, para ver quem acerta mais no candidato que ainda não se candidatou.
“Pancrácio Canhoto”, luta praticada na Rússia bolchevique, consiste numa luta corpo a corpo onde só se pode utilizar o lado esquerdo.
Isto em política tem de ser assim!

Algo completamente medonho

E agora um convite completamente diferente, que não vem no Se7e da Visão, na Vidas Independentes, nem no Actual. Algo completamente inovador e, talvez, algo completamente parvo. Assim seja.

"Ele não somente corta seu cabelo, mas mexe em sua cabeça! Isto porque a arte de Tony Gandra, cabeleireiro profissional desde 1968, vai muito além da criatividade estética com que ele prepara os cortes de cabelo e estilos personalizados (visagismo) em seus clientes, sejam homens ou mulheres".

Medo!

Raio dos escanzelados

O queniano Martin Lel sagrou-se este domingo vencedor da Meia-maratona de Portugal, com o tempo oficial de 1:01.37 horas. Um registo que lhe permitiu bater por um segundo o anterior máximo da prova, que curiosamente era de um queniano também. Mas quem é que tem paciência para saber quem foi o primeiro a terminar a Meia-maratona. É que, desde sempre só há duas hipóteses: ou é queniano ou é etiope! Interessa a alguém saber que demorou 1:01.37? A coisa só começa a animar a partir aí do 50º classificado, quando finalmente chega um português.

Também na prova feminina se registou, sem surpresa um amplo domínio das atletas africanas: as quatro participantes terminaram nos quatro primeiros postos, com larga vantagem, numa corrida de nível global mais fraco do que na prova masculina. E novidades? Proponho que para o ano, se restrinja a Meia-maratona só a portugueses, mas dizem-me da organização que das 17 mil inscrições deste ano sobrariam cerca de 3900. Bom, vamos então combinar, aqui que aqueles escanzelados não nos percebem, para o ano, a classificação só conta a partir do 51º a cortar a meta ok?

domingo, 25 de setembro de 2005

Eu estou aqui (x20)

Quero agradecer ao meu avô por ter trabalhado na Caixa Geral de Depósitos, e porque ter sempre obrigado toda a família a ter conta no banco do povo. Se, muitas vezes, já tive vontade de mudar de banco, acabo sempre por cair na real. E, nos últimos tempos, mais te agradeço avô, senão ainda tinha de aturar o Pedro Abrunhosa a cantar qualquer coisa como:

E eu estou aqui,
Eu estou aqui,
Eu estou aqui,
Eu estou aqui. (x20)

Mas que raio de publicidade é esta? Só se for para afugentar a clientela, quem é que vai abrir uma conta no Millenniumbcp quando oferecem o single do Pedro Abrunhosa?

E eu estou aqui,
Eu estou aqui,
Eu estou aqui,
Eu estou aqui. (x20)

Um exemplo de péssima publicidade e fraca visão comercial e, mais uma vez, obrigado avô!

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

...ainda Alexandra Solnado...

Foi na sequência da perda de ligação que Alexandra Solnado se lembrou deste brilhante negócio: “Este Jesus que vos fala… por Sms”. Uma vez perdida a ligação ADSL com Jesus, Alexandra começou a enviar mensagens para o seu amigo celestial. Jesus respondeu e Alexandra teve a brilhante ideia de reencaminhar as mensagens para todos os seus fiéis, sim porque os fiéis são dela. Assim, basta enviar uma mensagem a dizer: “Diz lá Jesus”, seguido do nome e do signo, para o nº 6673 e receber no telemóvel uma mensagem personalizada deste Jesus que vos fala… por Sms. Não é Lindo!

P.S.- Alexandra não ganha dinheiro nenhum com isto, quem ganha é a Vodafone. Jesus é 91.

Alexandra Solnado deixa de falar com Jesus

Aconteceu às 5h43min da passada terça-feira; Alexandra Solnado perdeu a conexão com Jesus Cristo. Tudo apontava para um problema na proxy espiritual, provavelmente Jesus terá sido apagado aquando a configuração. Alexandra ligou para o apoio técnico e pediu ajuda para configurar a ligação, uma vez que estava constantemente a cair e que muitas das vezes não visualizava o servidor, isto é, o seu eu superior. Alexandra queixou-se também de estar a navegar apenas a 256k, o que, para escrever um livro, demora muito tempo. Da parte do apoio técnico foi efectuado um despiste à ligação, reinstalando-se o Salmos 7.3, ainda o Karma 6.0 e o Kardec 3.5, versão actual do grande mediúnico. Alexandra tentou estabelecer a ligação, embora o ícone na barra de tarefas lhe indicar que o ADSL estava desligado. Não conseguiu estabelecer a ligação. As mensagens de erro persistiram, recebendo Alexandra a indicação de que Deus estaria a actualizar-se, de modo que seria difícil visualizar o seu filho. Alexandra, por indicação do apoio técnico, fez Ctrl+Alt+Del, terminou a tarefa e reiniciou o cérebro. Desligou a chamada.
Conclui-se que Alexandra tem um grande problema no processador, embora a motherboard ainda trabalhe, mal e porcamente, a memória também já teve melhores dias. O problema é dela não é da ligação.

Mais Ventoinha - As entrelinhas dos moliceiros




Mais Ventoinha - Pedimos a vossa comprienção





Aqui mal se percebe do que se trata, mas, neste caso, a Ventoinha, e as fotografias da Carmita, só podem pedir muita "comprienção" pela falta de pessoal para abrir este estabelecimento no Beco do Duque, em Lisboa.

domingo, 18 de setembro de 2005

Márito, o beneficiário do RSV

Márito é homem mais popular da Quinta do Conde. Alto e franzino, traja umas calças de fazenda cinza escuro e um pullover da Lacosta, quer seja Verão, quer seja Inverno. No rosto curtido do sol, ostenta um fino e tímido bigode negro, que está a um dedo de pegar com as patilhas. Vive do Rendimento Social de Vinho (RSV), suportado pelos amigos compinchas do levantar copos de três. Ontem foi um dia especial, tal como os outros, simplesmente porque havia vinho. E Sábado é sempre o dia forte da luta de copos. Ontem os amigos de Márito estavam, felizmente, bem dispostos e ninguém olhou a dinheiro. Márito ia fazendo o gosto aos dedos, às mãos, à boca, à língua, a tudo (excepto ao fígado). Entre as três da tarde e as onze da noite, pegava uns copos nos outros, só interrompendo a prática com pequenos reparos ao que os amigos iam dizendo, bem mais modestos na bebida. A certo ponto, Márito ajudou (e muito) a esgotar o vinho na taberna, num consumo jamais esperado pelo dono da catedral do vinho da Quinta do Conde. Márito, que nem tinha ido a casa ver do jantar da sua Maria, não gostou do erro de cálculo e queria mais.

Por isso, pouco passava das onze da noite quando se conseguiu montar em cima da sua Famel e rumar a uma outra tasca, em Fernão Ferro. Conhecia a estrada como ninguém, mas hoje parecia que estava diferente, mais sinuosa e as curvas tinham mudado de sítio. Então, para pleno gozo dos camaradas que o viam arrancar aos "ss" pela estrada fora, Márito colou a roda da frente à linha branca da estrada e assim foi, sempre encostado à direita. Bom, nem sempre conseguiu ir em cima da linha, até porque o guiador da Famel parecia que tinha ganho vida própria. Umas vezes mais direito do que outras, lá foi. Ia a pouco mais do meio de caminho quando as linhas começam a desaparecer. Ora, era naquele sítio que mudava a freguesia, e acabavam as linhas de marcação da estrada. "Bonito serviço" pensou o vinho dentro do corpo de Márito. Mas lá continuou, a uns 30 km/h, até à curva seguinte. Saiu da estrada, enfiou a roda da frente da sua Famel num buraco, desequilibrou-se e caiu. Dois ou três arranhões no braço e o garfo da Famel torto. Márito adormeceu, já muito perto da meia-noite, na berma da estrada, deitado junto à mota. Os carros que por lá passavam ignoravam por completo o "podre de bêbado" e só de manhã Márito acordou. Levantou-se e caminhou, empurrando a sua motorizada. Chegou finalmente à tasca de Fernão Ferro e pediu: "Um pénalte fáxavor". Foi a casa ver do almoço e voltou para a Quinta do Conde, onde o stock já tinha sido reposto.

Ventoinha não cantou os parabéns à Caras

O Ventoinha orgulha-se de ter sido um dos três blogs portugueses (e quiçá estrangeiros) que não falou da gala do 10º aniversário da Revista Caras e o único com bloggers que não viram um minuto da transmissão em directo na SIC.

sábado, 17 de setembro de 2005

José Cid procurado pela judiciária

José Cid, cançonetista que dispensa apresentações, é agora um dos mais procurados criminosos do país. Desengane-se quem pensa que é por causa da música que faz. O Ventoinha reuniu esforços, e reuniu de tal forma que rebentou uma hérnia ao Cláudio e o meu escroto ficou deslocado cinco centímetros. Após extensa investigação, e demorada também, bem como longa e, quiçá, vasta, o Ventoinha concluiu que o motivo pelo qual José Cid é procurado é, nada mais, nada menos, o seu capachinho.
Aconteceu numa noite de nevoeiro, José esperava por D. Sebastião no grande interface das automotoras, a Funcheira, pois Sebastião vinha de uma aventura qualquer lá para os lados de Quibir. José acendeu um cigarro, e até aí tudo bem. Foi interpelado por um senhor que lhe perguntou as horas, José respondeu com uma cantiga. Como se imagina, o homem, não lhe disse aufwiedersehen goodbye, pôs a mão no bolso e tirou de lá um canivete. José exaltou-se e deu um salto para trás, deixando cair o cigarro. O homem aproximou-se com o canivete apontado… nesse instante, vindo da cabeça de José Cid, o capachinho atacou o homem, dando-lhe uma dentada que lhe fez um rasgão em toda a extensão do braço.
O Ventoinha sabe que o capachinho voltou ao sítio, e que José Cid é a Medusa dos Capachinhos, designação atribuída pela PJ.

Novo candidato a Belém já tem conselheiro para a juventude - Exclusivo

O advogado de Carlos Silvino, conhecido no seu meio por Bibi, José Maria Martins apresenta-se como candidato à Presidência da República. Tem todo o direito e até já reuniu possíveis conselheiros oficiais para o caso de ganhar. O único confirmado, para já, é o da Juventude e Infância... E, se pensarmos bem, se o dinsíssimo candidato tiver a comunidade pedófila a apoiá-lo é bem capaz de ir à segunda volta.

(Por falta de tempo, faltava-me usar uma piada de mau gosto que guardei do Carnaval).

A nova SIC G

À primeira vista tudo parece igual, mas desde há uma/duas semanas para cá, a SIC passou a emitir grande parte da sua programação (especialmente em horário nobre) daquela que parece ser a sua nova empresa, a SIC G. E o "G" não é de Gold. O cartão de visita é um grupo de gosmentos seres, designados de Esquadrão G (que também não é de Gold). Não há paciência para tanto tique, mania, futilidade, falta de neurónios e para tanta pose. Conheço vários G (que por acaso são pessoas "gold") e que têm vergonha destes seus, supostamente, representantes no estrelato do horário nobre da televisão. É que de homens só devem ter uma coisa (digo eu), estão muito longe de serem mulheres e a decibéis de serem G. São um esquadrão de... ajudem-me... Grunhos? Para completar o ramalhete a SIC assume-se, cada vez mais, como a televisão G de Portugal, pelo pior lado possível. Até o logotipo passou a assumir a cor roxa, uma das cores associada ao G... (medo!)

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Mais Ventoinha - Cá um beijito

A todos os leitores do Ventoinha fica um grande beijito, desta vez pela boca de um porquito enviado pela Cláudia Colaço. O porco, esse animal tão injustiçado. Cá um beijito...

Ventoinha integra CEASDTPIFAPTA

A Ventoinha foi convidada para integrar a Comissão de Estudo, Avaliação, Sugestão, Desenvolvimento de Técnicas e Prevenção Contra Incêndios Florestais Que Assolam o País Todos os Anos (CEASDTPIFAPTA), criado recentemente pelo Governo. Como não dormimos em serviço e convém mostrar serviço apenas no primeiro mês, lançamos para cima da mesa uma proposta para que acabem de vez os incêndios em Portugal: Ordene-se o corte (pela raiz) de todas as árvores, do norte ao sul, do litoral ao interior. Nem uma ficará para contar a história dos incêndios e, no seu lugar, acimenta-se tudo e pinta-se de verde. Depois metem-se muitas antes de telemóvel disfarçadas no meio de árvores artificiais. Esta é a primeira proposta da CEASDTPIFAPTA, depois de um longa reunião com George W. Bush por videoconferência.

domingo, 11 de setembro de 2005

Toda a Verdade (ou quase) sobre o óleo de fígado de bacalhau


O momento não é simpático e muito menos agradável, mas serve para repor uma verdade que os pais escondem, há décadas, dos seus filhos, na infância/adolescência. Esta imagem, que se clicarem aparece ainda maior, é para que confrontem os vossos pais. São, nada mais nada menos, do que fígados de bacalhau. E é destes tanques que, depois de uma passagem numa trituradora gigante, resulta o óleo de fígado de bacalhau. Aquele que supostamente é bom e ajuda a crescer saudável. Sim, sim, basta olhar para a imagem (ao vivo é pior e, infelizmente, o blog não tem cheiro para perceberem a porcaria que comiam) e pensar que se não fossem parar dentro daquelas cápsulas iam para o lixo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

A overdose


Nada fazia prever o que aconteceu naquela manhã de 15 de Janeiro. Apesar de estar uma manhã soalheira, o frio enregelava até aos ossos. Tobias estava morto. A predisposição platónica de José, para enfrentar os problemas da vida, alvitrou a possibilidade de Tobias estar morto de frio, porque o corpo prende a alma nas paixões dos sentidos e as almas não morrem de frio. De facto via-se a alma a sair-lhe pelos olhinhos, «Olha ali, ali, estás a ver?!», tentava José sofismar os outros intelectuais, habituais na biblioteca. Tobias segurava um livro nas mãos empedradas à volta do mesmo. José tentou vislumbrar o título, cheirar o livro. (Toda a gente sabe que um bom intelectual consegue identificar um autor pelo cheiro das obras). Nada, não conseguiu ver nadinha. Tentou mover os membros de Tobias, mas estes estavam como duas árvores de gelo enraizadas no livro. Levaram-no para o hospital. Morgue com ele.
Uma vez declarado, oficialmente, morto (mesmo que se morra é sempre necessário dar a última palavra ao especialista, não vá a vida tecê-las) veio a saber-se que Tobias era agarrado. Os seus amigos intelectuais ficaram escandalizados. Veio a saber-se que Tobias tinha passado a noite toda a dar em Kant, e que, pelas nove da manhã terá metido a introdução do “Ser e Tempo” de Heidegger. Morreu de overdose, abusou na dose de filosofia kantiana e Heidegger foi o golpe de misericórdia. Os amigos, esses, riram de felicidade depois de saberem os resultados da autópsia. José sorriu levemente e com o frio a bater-lhe na cara disse, «Eu bem lhe vi a alma a sair pelos olhinhos, pá…».

Mais Ventoinha - O que o sono faz...


Facilmente se percebe em que estaria a pensar quem escreveu este aviso aos "estimados clientes", que é sempre uma forma nobre de tratar as pessoas. Deve ter sido depois de almoço, quando começa a dar aquela molenga... eu aposto nisso. Mas atenção que a molenga é só de segunda a sesta desta semana, atenção! Mais uma fotoespia da Cláudia Colaço, no restaurante "Estrela de Alcântara", em Lisboa.

Última Hora – Novo estádio em Lisboa

O Governo, pela voz de José Sócrates, vai construir um novo estádio de futebol. A medida, que ainda só corre o meio ministerial, surge no seguimento da catástrofe em Nova Orleães, nos Estados Unidos. Depois do Estádio Super Bowl não ter sido suficiente para abrigar toda a gente, Sócrates achou por bem apostar na segurança dos portugueses. O primeiro passo foi dado antes do Euro 2004, com a construção do Estádio do Algarve. A este vai seguir-se um novo estádio, do qual serão vendidos os direitos de naming, vai ter capacidade para um milhão de pessoas, contando com o túnel de acesso ao relvado, que será cimento pintado de verde. O estádio será usado sempre que se justifique, nomeadamente para ministros, suas equipas e famílias nos dias seguintes à divulgação do défice deste ano. Entretanto, o movimento de elevação do Porto a capital do país já se insurgiu contra esta possibilidade, uma vez que será a única grande cidade a não ter um estádio inútil, além dos que já existem.

mão morta, mão morta - vai bater aquela...

Zé João vai ao Prontoxe - parte VIII

A TVI mostra-lhe uma forma de poupar água. Em vez de gastar litros e litros de água na lavagem do seu carro, há empresas que nos deixam o carro num brinco, apenas com 5 litros de água.

Foi assim que Manuela Moura Guedes lançou a reportagem que fechou o Jornal Nacional, ao fim de 45 minutos a falar de assaltos nas mais recônditas localidades do país. Zé João não perdeu tempo e cumpriu a vontade MMG. No dia seguinte levantou-se, como de costume, às 7h30, tomou o copo de leite com café e uma talhada de toucinho branco com uma côdea de pão. Antes de se dirigir à lavagem mais próxima – Zé João não conseguia nem por nada atinar com o nome, agora que finalmente conseguiu ultrapassar a mania de chamar Líder ao LIDL – decidiu passar pelo supermercado, já que o produto do dia era um pack de limpeza para o carro. Assim o anunciava a Dica da Semana. Depois foi um tirinho até ao Prontoxe (Prontowash).

Mesmo assim, com a fila que estava na caixa do LIDL já não conseguiu ser o primeiro, como tanto gosta. Já tinha dois carros à sua frente. Mas ao menos não têm o pack de limpeza quase oferecido, pensou Zé João. Enquanto esperava foi observando como decorria a lavagem. Muitas latas, escovas, mas pouca água intrigavam o transmontano de nascença. Foi então que um ucraniano lhe pediu para chegar o carro à frente. Zé João ficou com medo, até porque não percebeu uma palavra do que o homem de fato-macaco lhe disse. Além disso era um bocado desconfiado em relação à malta de Leste, porque vários problemas que aconteceram em Sassoeiros foram causados por eles, segundo MMG. Mas a verdade é que o franchising ainda era recente e o ucraniano ainda mal articulava duas palavras seguidas.

Zé João estava completamente sem saber o que fazer, mas como tinha já três carros atrás de si, decidiu avançar. A lavagem começou com muitos produtos e umas meras esguichadelas de água, o que lhe fazia uma tremenda confusão. Zé João colocou, pela segunda vez, um semblante de arrependimento quando viu o ucraniano a esfregar a chapa do seu 206 quase a seco. Bastava uma pequena poeira para riscar, refilava com ele próprio. Agora já estava e Zé João era envergonhado demais para perguntar o que quer que fosse. A lavagem demorou cerca de meia hora e, de facto, o carro estava brilhante, o que obrigou a um sorriso interior de Zé João na direcção de Queluz, com destino a MMG. Nem os 10 euros que pagou o desanimaram. Ainda assim, prometeu ao segundo botão da sua camisa que não voltaria, porque lavar o carro sem água era uma modernice da qual desconfiava.

No caminho de regresso a casa, Zé João seguiu pela Estrada Nacional para não se aventurar em velocidades, mas já perto da rotunda de Sassoeiros, uma máquina da Junta de Freguesia jorrava água de forma diluviana. Tratava-se de uma operação de limpeza depois de um camião ter derramado areia na estrada. O resultado foi uma considerável camada de pó em cima do ex-brilhante 206. Zé João ficou enfurecido por dentro, mas não soltou um único som ou gesto para descarregar a ira. Mal chegou a casa, depois de um rápido olá entre dentes à sua Francisca, agarrou num balde e numa camurça e passou duas horas a lavar o carro. Foi uma óptima terapia, mas Zé João já tomou a sua decisão e não vai votar no actual presidente da Junta, que se recandidata a mais um mandato, depois do que este lhe fez ao carro!

11 de Setembro, a oportunidade perdida

Com a demolição das duas torres de Tróia, Portugal perdeu a oportunidade de assinalar com bomba e circunstância o 11 de Setembro. Eram só mais três dias e podia funcionar como uma homenagem e, numa onda de simbologia e de sinais positivos do Governo, mostrar ao mundo que também somos grandes e que conseguimos deitar duas torres abaixo muito mais rápido que uns e outros...

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

A verdadeira implosão em Tróia - Exclusivo Ventoinha

AVISO: Este blog encontra-se encerrado entre as 15 horas (quando começa a transmissão da SIC em simultâneo com a Sic Notícias - uuoohhhhh) e a hora emque a poeira tiver assentado. O espectáculo está pronto e a Ventoinha orgulha-se de ter um exclusivo. Vamos estar - eu, o Marco, a Ana e a margarida - dois em cada uma das torres pretensamente implodidas a ver o espectáculo - esse sim verdadeiro - da implosão do Hotel Rosamar, onde estarão os restantes convidados.

Mais Ventoinha - Oi????


Poderia elaborar uma imensa e justificada teoria sobre este slogan - "Armas ao Povo, Bombas à Burguesia" - pintado num qualquer muro de Coimbra e descoberto, mais uma vez, pela Cláudia Colaço. Mas não, até porque à volta da minha cabeça acontece uma autêntica happy hour de pontos de interrogação e de exclamação. Por isso, parafraseando um bom empregado do Pizza Hut, Mc Donald´s, Telepizza, ou mesma da Portugália: Oi????

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

A outra história de Jesus. Parte IV

Jesus foi preso e levado à presença de Caifás. (Esse bandido que tinha um negócio de pay per pray, em que se pagava para receber uma oração, todos os dias, escrita numa tabuinha de argila ou numa pele de cabra, funcionava mais ou menos como hoje funciona o negócio dos sms. Caifás era agora accionista da empresa de saúde de Jesus devido à traição de Judas). Uma vez na presença do agora accionista da empresa, Jesus começou a dizer que o pai pagaria a caução com dez pragas semelhantes às que lançou no Egipto. Caifás, com medo, não demorou muito a mandá-lo falar com Herodes, este, por sua vez, mandou Jesus ir falar com Pilatos, o corrector da bolsa. Na verdade, tanto Herodes como Pilatos e Caifás lucravam com o negócio da feira da ladra, estavam todos metidos no mercado negro e a feira era um bom disfarce.
Houve uma altura em que Jesus julgou que ia ser condenado por funcionários públicos portugueses, uma vez que Pilatos o mandou falar com Herodes e Herodes o mandou de volta para Pilatos.
Quando Jesus chegou ao pé de Pilatos já este estava a lavar as mãos, pois tinha acabado de comer. Aqui se lança a confusão sobre o juiz de Jesus, se Pilatos já tinha lavado as mãos, quem é que não lavou as mãos? E se aquele que condenou Jesus fosse maneta, que parte do corpo lavaria? Teólogos, ao trabalho!!!
Pilatos ouviu Jesus com muita atenção e a seguir fez-lhe um briefing, Jesus gostou… No pico do seu êxtase Jesus confessou que até era capaz de ser culpado, mas que o pai dele era o pai dele e que ele era o Messias. Pilatos perguntou-lhe se ele queria ser rei, Jesus retorquiu com uma humildade lasciva, saltando para cima da mesa e gemendo, «Sou o teu Rei, é? Sempre foste a minha p#%#, não é, Pilatos?» O corpo estremeceu-lhe e Jesus voltou ao estado normal. Pilatos lavou de novo as mãos… mas desta vez mais sério e decidido a levá-lo para que o povo decidisse. Jesus obteve confirmação de que estaria completamente lixado e de que provavelmente estaria mesmo a ser condenado em Portugal, apesar da precocidade da decisão, a batata quente passava de mão em mão.
Uma vez em frente ao povo Pilatos deu a escolher entre Barrabás, um ladrão que na altura concorria às autárquicas e Jesus, o playboy meio hippie, injustamente acusado de amotinador e criminoso fiscal, para além de sodomita, por causa do beijo de Judas. O povo decidiu, através do método das cruzinhas, que Jesus seria muito mais prejudicial para a sociedade que Barrabás. Barrabás escapou ileso e ainda ganhou as autárquicas.
O povo decidiu, está decidido! Jesus foi desde ali até ao lugar da caveira, ou Golgota, a pé, com uma cruz às costas. (Considerando agora que Jesus passou pelo Calvário, bem podia ter apanhado os seguintes transportes: os autocarros, 32, 28, 14, 38, 60 ou o 20 e os eléctricos 15 e 18, sempre lhe saía menos pesada a morte).
Jesus foi crucificado junto de dois pick-pockets, um bom e outro mau. Talvez, se tivesse vindo nos eléctricos que indiquei, pudesse ser a última vítima de um deles.
Ao morrer, Jesus gritou «Pai, por que não pagaste a caução?» e não, como muita gente julga, «Pai, por que me abandonaste?».
Seguindo os ensinamentos de Jesus, bem como o seu exemplo, diversas pessoas abriram diversos franchisings ao longo da História: um católico, um protestante, um calvinista, outro luterano, ortodoxo, isto sem falar nos jeovás, nos helders, nos monges, franciscanos, beneditinos, a opus dei, um sem número.
Jesus, se não tivesse morrido, com o pai que tinha, podia ser dono disto tudo… bem mais poderoso que Donald Trump.

FIM

Mais Ventoinha - Sai um peixe assado no... carvão (??)


O convite é, no mínimo, irrecusável. O Snack América que, curiosamente, é na Ericeira, faz publicidade no vidro de um carro ao que, suponho, seja a especialidade da casa. "Peixe assado no carvão". Depois de uma aturada pesquisa a Ventoinha está em condições de divulgar que este Snack tem também "Bifana frita na brasa", "Robalo grelhado no forno" e "Peixe cozido na chapa". Desta vez temos pena, mas não conseguimos saber o número de telefone para reservas. Deve ser uma coisa muito restrita...

Um cozido obrigado à Cláudia Colaço pela foto.