A todos os leitores do Ventoinha fica um grande beijito, desta vez pela boca de um porquito enviado pela Cláudia Colaço. O porco, esse animal tão injustiçado. Cá um beijito...
quinta-feira, 15 de setembro de 2005
Mais Ventoinha - Cá um beijito
A todos os leitores do Ventoinha fica um grande beijito, desta vez pela boca de um porquito enviado pela Cláudia Colaço. O porco, esse animal tão injustiçado. Cá um beijito...
Ventoinha integra CEASDTPIFAPTA
A Ventoinha foi convidada para integrar a Comissão de Estudo, Avaliação, Sugestão, Desenvolvimento de Técnicas e Prevenção Contra Incêndios Florestais Que Assolam o País Todos os Anos (CEASDTPIFAPTA), criado recentemente pelo Governo. Como não dormimos em serviço e convém mostrar serviço apenas no primeiro mês, lançamos para cima da mesa uma proposta para que acabem de vez os incêndios em Portugal: Ordene-se o corte (pela raiz) de todas as árvores, do norte ao sul, do litoral ao interior. Nem uma ficará para contar a história dos incêndios e, no seu lugar, acimenta-se tudo e pinta-se de verde. Depois metem-se muitas antes de telemóvel disfarçadas no meio de árvores artificiais. Esta é a primeira proposta da CEASDTPIFAPTA, depois de um longa reunião com George W. Bush por videoconferência.
domingo, 11 de setembro de 2005
Toda a Verdade (ou quase) sobre o óleo de fígado de bacalhau

O momento não é simpático e muito menos agradável, mas serve para repor uma verdade que os pais escondem, há décadas, dos seus filhos, na infância/adolescência. Esta imagem, que se clicarem aparece ainda maior, é para que confrontem os vossos pais. São, nada mais nada menos, do que fígados de bacalhau. E é destes tanques que, depois de uma passagem numa trituradora gigante, resulta o óleo de fígado de bacalhau. Aquele que supostamente é bom e ajuda a crescer saudável. Sim, sim, basta olhar para a imagem (ao vivo é pior e, infelizmente, o blog não tem cheiro para perceberem a porcaria que comiam) e pensar que se não fossem parar dentro daquelas cápsulas iam para o lixo.
sexta-feira, 9 de setembro de 2005
A overdose
Nada fazia prever o que aconteceu naquela manhã de 15 de Janeiro. Apesar de estar uma manhã soalheira, o frio enregelava até aos ossos. Tobias estava morto. A predisposição platónica de José, para enfrentar os problemas da vida, alvitrou a possibilidade de Tobias estar morto de frio, porque o corpo prende a alma nas paixões dos sentidos e as almas não morrem de frio. De facto via-se a alma a sair-lhe pelos olhinhos, «Olha ali, ali, estás a ver?!», tentava José sofismar os outros intelectuais, habituais na biblioteca. Tobias segurava um livro nas mãos empedradas à volta do mesmo. José tentou vislumbrar o título, cheirar o livro. (Toda a gente sabe que um bom intelectual consegue identificar um autor pelo cheiro das obras). Nada, não conseguiu ver nadinha. Tentou mover os membros de Tobias, mas estes estavam como duas árvores de gelo enraizadas no livro. Levaram-no para o hospital. Morgue com ele.
Uma vez declarado, oficialmente, morto (mesmo que se morra é sempre necessário dar a última palavra ao especialista, não vá a vida tecê-las) veio a saber-se que Tobias era agarrado. Os seus amigos intelectuais ficaram escandalizados. Veio a saber-se que Tobias tinha passado a noite toda a dar em Kant, e que, pelas nove da manhã terá metido a introdução do “Ser e Tempo” de Heidegger. Morreu de overdose, abusou na dose de filosofia kantiana e Heidegger foi o golpe de misericórdia. Os amigos, esses, riram de felicidade depois de saberem os resultados da autópsia. José sorriu levemente e com o frio a bater-lhe na cara disse, «Eu bem lhe vi a alma a sair pelos olhinhos, pá…».
Mais Ventoinha - O que o sono faz...

Facilmente se percebe em que estaria a pensar quem escreveu este aviso aos "estimados clientes", que é sempre uma forma nobre de tratar as pessoas. Deve ter sido depois de almoço, quando começa a dar aquela molenga... eu aposto nisso. Mas atenção que a molenga é só de segunda a sesta desta semana, atenção! Mais uma fotoespia da Cláudia Colaço, no restaurante "Estrela de Alcântara", em Lisboa.
Última Hora – Novo estádio em Lisboa
O Governo, pela voz de José Sócrates, vai construir um novo estádio de futebol. A medida, que ainda só corre o meio ministerial, surge no seguimento da catástrofe em Nova Orleães, nos Estados Unidos. Depois do Estádio Super Bowl não ter sido suficiente para abrigar toda a gente, Sócrates achou por bem apostar na segurança dos portugueses. O primeiro passo foi dado antes do Euro 2004, com a construção do Estádio do Algarve. A este vai seguir-se um novo estádio, do qual serão vendidos os direitos de naming, vai ter capacidade para um milhão de pessoas, contando com o túnel de acesso ao relvado, que será cimento pintado de verde. O estádio será usado sempre que se justifique, nomeadamente para ministros, suas equipas e famílias nos dias seguintes à divulgação do défice deste ano. Entretanto, o movimento de elevação do Porto a capital do país já se insurgiu contra esta possibilidade, uma vez que será a única grande cidade a não ter um estádio inútil, além dos que já existem.
Zé João vai ao Prontoxe - parte VIII
“A TVI mostra-lhe uma forma de poupar água. Em vez de gastar litros e litros de água na lavagem do seu carro, há empresas que nos deixam o carro num brinco, apenas com 5 litros de água”.
Foi assim que Manuela Moura Guedes lançou a reportagem que fechou o Jornal Nacional, ao fim de 45 minutos a falar de assaltos nas mais recônditas localidades do país. Zé João não perdeu tempo e cumpriu a vontade MMG. No dia seguinte levantou-se, como de costume, às 7h30, tomou o copo de leite com café e uma talhada de toucinho branco com uma côdea de pão. Antes de se dirigir à lavagem mais próxima – Zé João não conseguia nem por nada atinar com o nome, agora que finalmente conseguiu ultrapassar a mania de chamar Líder ao LIDL – decidiu passar pelo supermercado, já que o produto do dia era um pack de limpeza para o carro. Assim o anunciava a Dica da Semana. Depois foi um tirinho até ao Prontoxe (Prontowash).
Mesmo assim, com a fila que estava na caixa do LIDL já não conseguiu ser o primeiro, como tanto gosta. Já tinha dois carros à sua frente. Mas ao menos não têm o pack de limpeza quase oferecido, pensou Zé João. Enquanto esperava foi observando como decorria a lavagem. Muitas latas, escovas, mas pouca água intrigavam o transmontano de nascença. Foi então que um ucraniano lhe pediu para chegar o carro à frente. Zé João ficou com medo, até porque não percebeu uma palavra do que o homem de fato-macaco lhe disse. Além disso era um bocado desconfiado em relação à malta de Leste, porque vários problemas que aconteceram em Sassoeiros foram causados por eles, segundo MMG. Mas a verdade é que o franchising ainda era recente e o ucraniano ainda mal articulava duas palavras seguidas.
Zé João estava completamente sem saber o que fazer, mas como tinha já três carros atrás de si, decidiu avançar. A lavagem começou com muitos produtos e umas meras esguichadelas de água, o que lhe fazia uma tremenda confusão. Zé João colocou, pela segunda vez, um semblante de arrependimento quando viu o ucraniano a esfregar a chapa do seu 206 quase a seco. Bastava uma pequena poeira para riscar, refilava com ele próprio. Agora já estava e Zé João era envergonhado demais para perguntar o que quer que fosse. A lavagem demorou cerca de meia hora e, de facto, o carro estava brilhante, o que obrigou a um sorriso interior de Zé João na direcção de Queluz, com destino a MMG. Nem os 10 euros que pagou o desanimaram. Ainda assim, prometeu ao segundo botão da sua camisa que não voltaria, porque lavar o carro sem água era uma modernice da qual desconfiava.
No caminho de regresso a casa, Zé João seguiu pela Estrada Nacional para não se aventurar em velocidades, mas já perto da rotunda de Sassoeiros, uma máquina da Junta de Freguesia jorrava água de forma diluviana. Tratava-se de uma operação de limpeza depois de um camião ter derramado areia na estrada. O resultado foi uma considerável camada de pó em cima do ex-brilhante 206. Zé João ficou enfurecido por dentro, mas não soltou um único som ou gesto para descarregar a ira. Mal chegou a casa, depois de um rápido olá entre dentes à sua Francisca, agarrou num balde e numa camurça e passou duas horas a lavar o carro. Foi uma óptima terapia, mas Zé João já tomou a sua decisão e não vai votar no actual presidente da Junta, que se recandidata a mais um mandato, depois do que este lhe fez ao carro!
Foi assim que Manuela Moura Guedes lançou a reportagem que fechou o Jornal Nacional, ao fim de 45 minutos a falar de assaltos nas mais recônditas localidades do país. Zé João não perdeu tempo e cumpriu a vontade MMG. No dia seguinte levantou-se, como de costume, às 7h30, tomou o copo de leite com café e uma talhada de toucinho branco com uma côdea de pão. Antes de se dirigir à lavagem mais próxima – Zé João não conseguia nem por nada atinar com o nome, agora que finalmente conseguiu ultrapassar a mania de chamar Líder ao LIDL – decidiu passar pelo supermercado, já que o produto do dia era um pack de limpeza para o carro. Assim o anunciava a Dica da Semana. Depois foi um tirinho até ao Prontoxe (Prontowash).
Mesmo assim, com a fila que estava na caixa do LIDL já não conseguiu ser o primeiro, como tanto gosta. Já tinha dois carros à sua frente. Mas ao menos não têm o pack de limpeza quase oferecido, pensou Zé João. Enquanto esperava foi observando como decorria a lavagem. Muitas latas, escovas, mas pouca água intrigavam o transmontano de nascença. Foi então que um ucraniano lhe pediu para chegar o carro à frente. Zé João ficou com medo, até porque não percebeu uma palavra do que o homem de fato-macaco lhe disse. Além disso era um bocado desconfiado em relação à malta de Leste, porque vários problemas que aconteceram em Sassoeiros foram causados por eles, segundo MMG. Mas a verdade é que o franchising ainda era recente e o ucraniano ainda mal articulava duas palavras seguidas.
Zé João estava completamente sem saber o que fazer, mas como tinha já três carros atrás de si, decidiu avançar. A lavagem começou com muitos produtos e umas meras esguichadelas de água, o que lhe fazia uma tremenda confusão. Zé João colocou, pela segunda vez, um semblante de arrependimento quando viu o ucraniano a esfregar a chapa do seu 206 quase a seco. Bastava uma pequena poeira para riscar, refilava com ele próprio. Agora já estava e Zé João era envergonhado demais para perguntar o que quer que fosse. A lavagem demorou cerca de meia hora e, de facto, o carro estava brilhante, o que obrigou a um sorriso interior de Zé João na direcção de Queluz, com destino a MMG. Nem os 10 euros que pagou o desanimaram. Ainda assim, prometeu ao segundo botão da sua camisa que não voltaria, porque lavar o carro sem água era uma modernice da qual desconfiava.
No caminho de regresso a casa, Zé João seguiu pela Estrada Nacional para não se aventurar em velocidades, mas já perto da rotunda de Sassoeiros, uma máquina da Junta de Freguesia jorrava água de forma diluviana. Tratava-se de uma operação de limpeza depois de um camião ter derramado areia na estrada. O resultado foi uma considerável camada de pó em cima do ex-brilhante 206. Zé João ficou enfurecido por dentro, mas não soltou um único som ou gesto para descarregar a ira. Mal chegou a casa, depois de um rápido olá entre dentes à sua Francisca, agarrou num balde e numa camurça e passou duas horas a lavar o carro. Foi uma óptima terapia, mas Zé João já tomou a sua decisão e não vai votar no actual presidente da Junta, que se recandidata a mais um mandato, depois do que este lhe fez ao carro!
11 de Setembro, a oportunidade perdida
Com a demolição das duas torres de Tróia, Portugal perdeu a oportunidade de assinalar com bomba e circunstância o 11 de Setembro. Eram só mais três dias e podia funcionar como uma homenagem e, numa onda de simbologia e de sinais positivos do Governo, mostrar ao mundo que também somos grandes e que conseguimos deitar duas torres abaixo muito mais rápido que uns e outros...
quinta-feira, 8 de setembro de 2005
A verdadeira implosão em Tróia - Exclusivo Ventoinha
AVISO: Este blog encontra-se encerrado entre as 15 horas (quando começa a transmissão da SIC em simultâneo com a Sic Notícias - uuoohhhhh) e a hora emque a poeira tiver assentado. O espectáculo está pronto e a Ventoinha orgulha-se de ter um exclusivo. Vamos estar - eu, o Marco, a Ana e a margarida - dois em cada uma das torres pretensamente implodidas a ver o espectáculo - esse sim verdadeiro - da implosão do Hotel Rosamar, onde estarão os restantes convidados.
Mais Ventoinha - Oi????

Poderia elaborar uma imensa e justificada teoria sobre este slogan - "Armas ao Povo, Bombas à Burguesia" - pintado num qualquer muro de Coimbra e descoberto, mais uma vez, pela Cláudia Colaço. Mas não, até porque à volta da minha cabeça acontece uma autêntica happy hour de pontos de interrogação e de exclamação. Por isso, parafraseando um bom empregado do Pizza Hut, Mc Donald´s, Telepizza, ou mesma da Portugália: Oi????
quarta-feira, 7 de setembro de 2005
A outra história de Jesus. Parte IV
Jesus foi preso e levado à presença de Caifás. (Esse bandido que tinha um negócio de pay per pray, em que se pagava para receber uma oração, todos os dias, escrita numa tabuinha de argila ou numa pele de cabra, funcionava mais ou menos como hoje funciona o negócio dos sms. Caifás era agora accionista da empresa de saúde de Jesus devido à traição de Judas). Uma vez na presença do agora accionista da empresa, Jesus começou a dizer que o pai pagaria a caução com dez pragas semelhantes às que lançou no Egipto. Caifás, com medo, não demorou muito a mandá-lo falar com Herodes, este, por sua vez, mandou Jesus ir falar com Pilatos, o corrector da bolsa. Na verdade, tanto Herodes como Pilatos e Caifás lucravam com o negócio da feira da ladra, estavam todos metidos no mercado negro e a feira era um bom disfarce.
Houve uma altura em que Jesus julgou que ia ser condenado por funcionários públicos portugueses, uma vez que Pilatos o mandou falar com Herodes e Herodes o mandou de volta para Pilatos.
Quando Jesus chegou ao pé de Pilatos já este estava a lavar as mãos, pois tinha acabado de comer. Aqui se lança a confusão sobre o juiz de Jesus, se Pilatos já tinha lavado as mãos, quem é que não lavou as mãos? E se aquele que condenou Jesus fosse maneta, que parte do corpo lavaria? Teólogos, ao trabalho!!!
Pilatos ouviu Jesus com muita atenção e a seguir fez-lhe um briefing, Jesus gostou… No pico do seu êxtase Jesus confessou que até era capaz de ser culpado, mas que o pai dele era o pai dele e que ele era o Messias. Pilatos perguntou-lhe se ele queria ser rei, Jesus retorquiu com uma humildade lasciva, saltando para cima da mesa e gemendo, «Sou o teu Rei, é? Sempre foste a minha p#%#, não é, Pilatos?» O corpo estremeceu-lhe e Jesus voltou ao estado normal. Pilatos lavou de novo as mãos… mas desta vez mais sério e decidido a levá-lo para que o povo decidisse. Jesus obteve confirmação de que estaria completamente lixado e de que provavelmente estaria mesmo a ser condenado em Portugal, apesar da precocidade da decisão, a batata quente passava de mão em mão.
Uma vez em frente ao povo Pilatos deu a escolher entre Barrabás, um ladrão que na altura concorria às autárquicas e Jesus, o playboy meio hippie, injustamente acusado de amotinador e criminoso fiscal, para além de sodomita, por causa do beijo de Judas. O povo decidiu, através do método das cruzinhas, que Jesus seria muito mais prejudicial para a sociedade que Barrabás. Barrabás escapou ileso e ainda ganhou as autárquicas.
O povo decidiu, está decidido! Jesus foi desde ali até ao lugar da caveira, ou Golgota, a pé, com uma cruz às costas. (Considerando agora que Jesus passou pelo Calvário, bem podia ter apanhado os seguintes transportes: os autocarros, 32, 28, 14, 38, 60 ou o 20 e os eléctricos 15 e 18, sempre lhe saía menos pesada a morte).
Jesus foi crucificado junto de dois pick-pockets, um bom e outro mau. Talvez, se tivesse vindo nos eléctricos que indiquei, pudesse ser a última vítima de um deles.
Ao morrer, Jesus gritou «Pai, por que não pagaste a caução?» e não, como muita gente julga, «Pai, por que me abandonaste?».
Seguindo os ensinamentos de Jesus, bem como o seu exemplo, diversas pessoas abriram diversos franchisings ao longo da História: um católico, um protestante, um calvinista, outro luterano, ortodoxo, isto sem falar nos jeovás, nos helders, nos monges, franciscanos, beneditinos, a opus dei, um sem número.
Jesus, se não tivesse morrido, com o pai que tinha, podia ser dono disto tudo… bem mais poderoso que Donald Trump.
FIM
Houve uma altura em que Jesus julgou que ia ser condenado por funcionários públicos portugueses, uma vez que Pilatos o mandou falar com Herodes e Herodes o mandou de volta para Pilatos.
Quando Jesus chegou ao pé de Pilatos já este estava a lavar as mãos, pois tinha acabado de comer. Aqui se lança a confusão sobre o juiz de Jesus, se Pilatos já tinha lavado as mãos, quem é que não lavou as mãos? E se aquele que condenou Jesus fosse maneta, que parte do corpo lavaria? Teólogos, ao trabalho!!!
Pilatos ouviu Jesus com muita atenção e a seguir fez-lhe um briefing, Jesus gostou… No pico do seu êxtase Jesus confessou que até era capaz de ser culpado, mas que o pai dele era o pai dele e que ele era o Messias. Pilatos perguntou-lhe se ele queria ser rei, Jesus retorquiu com uma humildade lasciva, saltando para cima da mesa e gemendo, «Sou o teu Rei, é? Sempre foste a minha p#%#, não é, Pilatos?» O corpo estremeceu-lhe e Jesus voltou ao estado normal. Pilatos lavou de novo as mãos… mas desta vez mais sério e decidido a levá-lo para que o povo decidisse. Jesus obteve confirmação de que estaria completamente lixado e de que provavelmente estaria mesmo a ser condenado em Portugal, apesar da precocidade da decisão, a batata quente passava de mão em mão.
Uma vez em frente ao povo Pilatos deu a escolher entre Barrabás, um ladrão que na altura concorria às autárquicas e Jesus, o playboy meio hippie, injustamente acusado de amotinador e criminoso fiscal, para além de sodomita, por causa do beijo de Judas. O povo decidiu, através do método das cruzinhas, que Jesus seria muito mais prejudicial para a sociedade que Barrabás. Barrabás escapou ileso e ainda ganhou as autárquicas.
O povo decidiu, está decidido! Jesus foi desde ali até ao lugar da caveira, ou Golgota, a pé, com uma cruz às costas. (Considerando agora que Jesus passou pelo Calvário, bem podia ter apanhado os seguintes transportes: os autocarros, 32, 28, 14, 38, 60 ou o 20 e os eléctricos 15 e 18, sempre lhe saía menos pesada a morte).
Jesus foi crucificado junto de dois pick-pockets, um bom e outro mau. Talvez, se tivesse vindo nos eléctricos que indiquei, pudesse ser a última vítima de um deles.
Ao morrer, Jesus gritou «Pai, por que não pagaste a caução?» e não, como muita gente julga, «Pai, por que me abandonaste?».
Seguindo os ensinamentos de Jesus, bem como o seu exemplo, diversas pessoas abriram diversos franchisings ao longo da História: um católico, um protestante, um calvinista, outro luterano, ortodoxo, isto sem falar nos jeovás, nos helders, nos monges, franciscanos, beneditinos, a opus dei, um sem número.
Jesus, se não tivesse morrido, com o pai que tinha, podia ser dono disto tudo… bem mais poderoso que Donald Trump.
FIM
Mais Ventoinha - Sai um peixe assado no... carvão (??)

O convite é, no mínimo, irrecusável. O Snack América que, curiosamente, é na Ericeira, faz publicidade no vidro de um carro ao que, suponho, seja a especialidade da casa. "Peixe assado no carvão". Depois de uma aturada pesquisa a Ventoinha está em condições de divulgar que este Snack tem também "Bifana frita na brasa", "Robalo grelhado no forno" e "Peixe cozido na chapa". Desta vez temos pena, mas não conseguimos saber o número de telefone para reservas. Deve ser uma coisa muito restrita...
Um cozido obrigado à Cláudia Colaço pela foto.
A outra história de Jesus. Parte III
Jesus era um incansável Messias, como todos sabem operava milagres, através, claro está, do poder económico do papá. Como se não bastasse, resolveu investir no ramo da saúde, curando paralíticos, leprosos, cegos e algumas outras doenças. Tudo isto ficava à distância de um pequeno cartão, uma espécie de cartão de saúde, que era um cartão de milagres; funcionava de um modo semelhante aos cartões de cliente: dava descontos, ao fim de um número de milagres podia ter-se um milagre gratuito, desde que não fosse muito dispendioso, enfim, era um cartão com inúmeras possibilidades, tudo para o bem dos clientes de Jesus. Ele sabia investir, o negócio da saúde era muito lucrativo, visto viverem numa época em que as pragas e as maldições andavam na moda. Jesus foi o primeiro a operar por si próprio, tendo alguns dos apóstolos como accionistas, nomeadamente Pedro, que o negou três vezes, quando foi descoberto que Jesus desviava dinheiro para uma conta, não na Suiça, mas para o Reino dos Céus, um empreendimento turístico que ficava numa ilha no oceano Pacifico. O outro accionista é Judas, esse famigerado traidor, que vendeu a sua parte das acções a Caifás, por apenas trinta dinheiros, fazendo deste um dos principais accionistas, mas do lado inimigo.
A câmara municipal de Jerusálem organizava a feira da ladra à porta, e nas imediações, do Templo, o edifício do pai de Jesus. Episódio caricato. Jesus chega uma sexta-feira de manhã à empresa, isto depois de muitas vezes ter encontrado os vendedores ali à porta, e começa a estrebuchar, dizendo que aquela era a casa do seu pai, uma casa de culto e que não admitia que se fizessem negócios ali. O tumulto instalou-se, Jesus armou-se em rebelde e vá de distribuir chapada pelos vendedores e, nessa mesma noite, foi preso.
Agora fazemos uma pequena intrusão para vermos a prisão de Jesus:
Na noite da chamada Última Ceia (o que é mentira, Jesus comia sempre, antes de se deitar, ou na eventualidade de ser crucificado ao meio dia do dia seguinte, uma tigela de cereais Crispy Jew, o que faz com que a festinha privada no restaurante seja a Penúltima Ceia) Judas ficou ofendido por ter comido tão pouco e por ter pago tanto. O bocadinho de pão e as pinguinhas de vinho que bebeu não lhe aconchegaram o estômago. Jesus, que tinha uma granda converseta, só pagou as entradas, desculpando-se com uma historieta qualquer de este é o meu corpo, e este é o meu sangue, “messianices”.
A câmara municipal de Jerusálem organizava a feira da ladra à porta, e nas imediações, do Templo, o edifício do pai de Jesus. Episódio caricato. Jesus chega uma sexta-feira de manhã à empresa, isto depois de muitas vezes ter encontrado os vendedores ali à porta, e começa a estrebuchar, dizendo que aquela era a casa do seu pai, uma casa de culto e que não admitia que se fizessem negócios ali. O tumulto instalou-se, Jesus armou-se em rebelde e vá de distribuir chapada pelos vendedores e, nessa mesma noite, foi preso.
Agora fazemos uma pequena intrusão para vermos a prisão de Jesus:
Na noite da chamada Última Ceia (o que é mentira, Jesus comia sempre, antes de se deitar, ou na eventualidade de ser crucificado ao meio dia do dia seguinte, uma tigela de cereais Crispy Jew, o que faz com que a festinha privada no restaurante seja a Penúltima Ceia) Judas ficou ofendido por ter comido tão pouco e por ter pago tanto. O bocadinho de pão e as pinguinhas de vinho que bebeu não lhe aconchegaram o estômago. Jesus, que tinha uma granda converseta, só pagou as entradas, desculpando-se com uma historieta qualquer de este é o meu corpo, e este é o meu sangue, “messianices”.
Judas saiu primeiro, completamente chateado com Jesus, por saber que cada um pagava o seu e ele ter pago tanto. Vendeu imediatamente as acções a Caifás e contou-lhe o que se tinha passado à porta do Templo. Enquanto isto, Jesus e os apóstolos foram todos para o condomínio privado “Jardim das Oliveiras”, onde beberam mais um copito e falaram sobre o pai de Jesus e de como toda a gente o queria conhecer. Os soldados não demoraram muito, seguindo Judas, entraram pela porta do condomínio e Judas deu um beijo na face de Jesus (facto que levantou burburinho nas revistas da época), foi automaticamente preso, acusado de fuga ao fisco, amotinação e, após o beijo de Judas, de sodomia e perversão dos costumes. Pedro chateou-se e cortou a orelha a um soldado. Jesus deu-lhe um cartão de saúde e custeou todas as despesas da cirurgia estética… continua no próximo post.
terça-feira, 6 de setembro de 2005
Mais Ventoinha - erors que se percbeem

Daqui mandamos um grande bem-haja ao Ivan. Tal como mostra a foto tirada por Cláudia Colaço, trata-se de um Cabelereiro na Ericeira. Este espaço publicitário incita à atenção dos nossos leitores, porque é um daqueles casos em que, dizem uns cientistas malucos (mesmo faltando uma letra), que as psseoas preeecbm a paalvra se a pirimeira e a útltima lerta foerm igauis, memso que tduo o retso ejstea tdocrao. Entrentanto, se alguém quiser fica o número para marcações... quem sabe!
A outra história de Jesus. Parte II
Andava Jesus descalço, pelas terras hoje infiéis, quando faltou vinho num tasco qualquer. Jesus era apreciador de boa pinga, mas nunca chegou ao ponto de transformar água em vinho, isso é especulação teológica. Jesus desconhecia os processos de destilação espiritual, de modo que, transformar a água em vinho não era para ele. O que realmente se passou foi que um tal Zebedeu devia uns favores a Jesus.
Zebedeu era mais ou menos o Al Capone daquela altura, tinha uma frota de camelos e uma empresa de distribuição, isto para fazer a lavagem do dinheiro que resultava dos negócios do álcool. Na Galileia vivia-se a implacável Lei Seca, dado o facto de muita gente ver milagres a mais o Governador Romano mandou parar a distribuição, na zona da Galileia, de vinhos e outros espirituosos, como a aguardente Barrabás, que é pró velhinho e pró rapaz! Foi Zebedeu quem forneceu, com uma rapidez milagrosa, e aqui está a confusão, o tal vinho que viria a ser motivo de tanta discussão teológica.
De facto Jesus bebeu tanto ou tão pouco que o vinho é que parecia água e não o contrário.
Jesus bebeu muito porque lhe chegou aos ouvidos que ele tinha sido adoptado por Javé, sendo, na verdade, filho de um carpinteiro pobretanas e de uma doméstica esquizofrénica que tinha a mania que era virgem. (Devido às más politicas de contracepção chegou a dizer-se que Jesus havia nascido de um coito interrompido mal temporizado. Apesar de Maria, mãe de Jesus, continuar a dizer que era virgem, José, pai do menino, sabia muito bem que assim não era, e que ela gostava de experimentar coisas novas. Não faltava pau a José, pois este era carpinteiro, e a Maria não lhe faltava vontade, uma vez que ela lia as revistas da altura, revistas como “Mulher Judaica” e “Jezebel”, que lhe provocavam calores, especialmente na parte do diário para ele e para ela).
Num outro episódio, talvez no mesmo dia: Jesus encontrou aquela que viria a ser secretária da direcção, Maria Madalena, a ser apedrejada! Madalena tinha-se zangado na feira por causa de um par de calças, tendo sido muito educada quando o vendedor a enganou. Maria disse que o homem se tinha enganado no troco e, azar dos azares, o homem estava acompanhado… pela família inteira, um bando de mafiosos do têxtil que eram capazes de arranjar um trinta e um por causa de umas calças de algodão. Apesar da educação de Maria Madalena, o que se passou foi que eles começaram a falar com ela com sete pedras na mão, e isto na altura em que Jesus passava, mais uma confusão teológica. Jesus resolveu a situação comprando a mercadoria toda, aproveitando também para comprar o peixe e o pão todo que havia na praça ali ao lado, o que resultou na multiplicação, não dos pães, mas dos dividendos fiscais. O Governador Romano intimou imediatamente Jesus, alegando que este último era um fugitivo fiscal. Jesus limitou-se a dizer que o pai dele podia tudo… continua no próximo post.
Zebedeu era mais ou menos o Al Capone daquela altura, tinha uma frota de camelos e uma empresa de distribuição, isto para fazer a lavagem do dinheiro que resultava dos negócios do álcool. Na Galileia vivia-se a implacável Lei Seca, dado o facto de muita gente ver milagres a mais o Governador Romano mandou parar a distribuição, na zona da Galileia, de vinhos e outros espirituosos, como a aguardente Barrabás, que é pró velhinho e pró rapaz! Foi Zebedeu quem forneceu, com uma rapidez milagrosa, e aqui está a confusão, o tal vinho que viria a ser motivo de tanta discussão teológica.
De facto Jesus bebeu tanto ou tão pouco que o vinho é que parecia água e não o contrário.
Jesus bebeu muito porque lhe chegou aos ouvidos que ele tinha sido adoptado por Javé, sendo, na verdade, filho de um carpinteiro pobretanas e de uma doméstica esquizofrénica que tinha a mania que era virgem. (Devido às más politicas de contracepção chegou a dizer-se que Jesus havia nascido de um coito interrompido mal temporizado. Apesar de Maria, mãe de Jesus, continuar a dizer que era virgem, José, pai do menino, sabia muito bem que assim não era, e que ela gostava de experimentar coisas novas. Não faltava pau a José, pois este era carpinteiro, e a Maria não lhe faltava vontade, uma vez que ela lia as revistas da altura, revistas como “Mulher Judaica” e “Jezebel”, que lhe provocavam calores, especialmente na parte do diário para ele e para ela).
Num outro episódio, talvez no mesmo dia: Jesus encontrou aquela que viria a ser secretária da direcção, Maria Madalena, a ser apedrejada! Madalena tinha-se zangado na feira por causa de um par de calças, tendo sido muito educada quando o vendedor a enganou. Maria disse que o homem se tinha enganado no troco e, azar dos azares, o homem estava acompanhado… pela família inteira, um bando de mafiosos do têxtil que eram capazes de arranjar um trinta e um por causa de umas calças de algodão. Apesar da educação de Maria Madalena, o que se passou foi que eles começaram a falar com ela com sete pedras na mão, e isto na altura em que Jesus passava, mais uma confusão teológica. Jesus resolveu a situação comprando a mercadoria toda, aproveitando também para comprar o peixe e o pão todo que havia na praça ali ao lado, o que resultou na multiplicação, não dos pães, mas dos dividendos fiscais. O Governador Romano intimou imediatamente Jesus, alegando que este último era um fugitivo fiscal. Jesus limitou-se a dizer que o pai dele podia tudo… continua no próximo post.
segunda-feira, 5 de setembro de 2005
A outra história de Jesus. Parte I
Jesus era muito mimado. Tendo por pai um tal de Javé, mais conhecido na altura por Deus, depressa se habituou a fazer milagres. Na verdade, o pai era dono da Terra, mandava também no Universo e, ao que parece, o negócio ia de mal a pior; tanto que há um tal de Isaías que fala num tal de Messias que havia de vir. Messias é mais ou menos o que hoje conhecemos por business manager sénior, é a pessoa que está encarregue de levar a bom porto determinada empresa. No caso de Jesus o negócio de família era tudo, porque o pai podia tudo, sabia tudo e fazia tudo, no entanto encarregou Jesus dos negócios da Terra; Jesus ficou conhecido como o Cristo, que é o mais alto cargo desta empresa. Azar dos azares, Jesus foi logo nascer judeu, ratos do negócio tramaram-lhe a vida, havendo até um tal investidor de seu nome Herodes que lhe fez a vida negra com a ajuda de um corretor da bolsa chamado Pilatos.
Jesus levou sempre uma vida regrada pelo café da manhã e pelo assédio a Maria Madalena, secretária da direcção. Cada vez que chegava ao edifício, conhecido por Templo de Jerusalém, beberricava o seu café e apalpava a suculenta Madalena, acabando esta por ceder às mãos milagrosas de Jesus tiveram filhos que agora dão de comer a Dan Brown. Jesus era o que se pode chamar um puto rebelde; vestia mal, umas mantas, deixou crescer a barba como o ídolo da juventude daquela altura, o conhecido hippie João Baptista, e andava sempre descalço como Paulo Bragança, mas não tão bêbado. Jesus tinha um grupo de amigos a quem chamava apóstolos, vá-se lá saber por quê. Mas os freaks mimados têm sempre manias muito estranhas.
É necessário afirmar que Jesus, apesar do poder do Pai, nunca teve um Lexus e deslocava-se sempre a pé, para onde quer que fosse, houve apenas uma excepção em que ele andou num carro celestial puxado por cavalos de fogo, mas o LSD tinha-lhe caído mal.
O inimigo da empresa, um tal de Satanás, líder da Inferno Construções, que não gostava muito de Javé por ter sido despedido uns séculos antes, pouco antes da Terra Sociedade Imobiliária estar de pé, tentou fazer mal a Jesus, apanhando-o no deserto mesmo à saída do trabalho e fazendo-lhe propostas de emprego irrecusáveis, Jesus não cedeu à tentação e continuou o mesmo filho rebelde do seu pai Javé. (Satanás começou por ser vendedor de fruta, tendo tentado anteriormente os dois primeiros funcionários da empresa, uma tal de Adão e uma tal de Eva. O problema deu-se por causa do preço das maçãs, uma compra mal feita deu origem ao despedimento dos dois, Javé já nessa altura tinha olho para o negócio. Pode dizer-se que, por andarem nus no local de trabalho, Adão e Eva são os criadores do casual friday). Ao mesmo tempo que Jesus foi tentado por Satanás, João Baptista morreu, tendo sido degolado por Herodes. Segundo a história alternativa, tratou-se de um acerto de contas entre Baptista e Herodes por causa da droga que era vendida aos apóstolos… continua no próximo post.
Jesus levou sempre uma vida regrada pelo café da manhã e pelo assédio a Maria Madalena, secretária da direcção. Cada vez que chegava ao edifício, conhecido por Templo de Jerusalém, beberricava o seu café e apalpava a suculenta Madalena, acabando esta por ceder às mãos milagrosas de Jesus tiveram filhos que agora dão de comer a Dan Brown. Jesus era o que se pode chamar um puto rebelde; vestia mal, umas mantas, deixou crescer a barba como o ídolo da juventude daquela altura, o conhecido hippie João Baptista, e andava sempre descalço como Paulo Bragança, mas não tão bêbado. Jesus tinha um grupo de amigos a quem chamava apóstolos, vá-se lá saber por quê. Mas os freaks mimados têm sempre manias muito estranhas.
É necessário afirmar que Jesus, apesar do poder do Pai, nunca teve um Lexus e deslocava-se sempre a pé, para onde quer que fosse, houve apenas uma excepção em que ele andou num carro celestial puxado por cavalos de fogo, mas o LSD tinha-lhe caído mal.
O inimigo da empresa, um tal de Satanás, líder da Inferno Construções, que não gostava muito de Javé por ter sido despedido uns séculos antes, pouco antes da Terra Sociedade Imobiliária estar de pé, tentou fazer mal a Jesus, apanhando-o no deserto mesmo à saída do trabalho e fazendo-lhe propostas de emprego irrecusáveis, Jesus não cedeu à tentação e continuou o mesmo filho rebelde do seu pai Javé. (Satanás começou por ser vendedor de fruta, tendo tentado anteriormente os dois primeiros funcionários da empresa, uma tal de Adão e uma tal de Eva. O problema deu-se por causa do preço das maçãs, uma compra mal feita deu origem ao despedimento dos dois, Javé já nessa altura tinha olho para o negócio. Pode dizer-se que, por andarem nus no local de trabalho, Adão e Eva são os criadores do casual friday). Ao mesmo tempo que Jesus foi tentado por Satanás, João Baptista morreu, tendo sido degolado por Herodes. Segundo a história alternativa, tratou-se de um acerto de contas entre Baptista e Herodes por causa da droga que era vendida aos apóstolos… continua no próximo post.
Cóltura da Ventoinha - Espanha abre mundial de pirotecnia sem grande estoiro
Foi ontem à noite (sábado) que o Mundial de Pirotecnia 2005 deu o primeiro estoiro nos céus de Lisboa. Junto à Torre de Belém, um mar de gente juntou-se a olhar a cor e as formas no céu. O primeiro país a entrar em cena neste primeiro mundial foi a Espanha que, durante 15 minutos mostrou um espectáculo aquém das expectativas. Aconteceu do melhor e do pior e as música, num estilo demasiado clássico, não ajudaram ao ambiente que estava criado à volta da Torre de Belém. Era nos momentos mais fortes e acelerados das músicas, e consequentemente dos petardos, que o público mais vibrava. Estava à espera de melhor e, em alguns momentos, notou-se uma clara descoordenação entre a música e os rebentamentos. Não saí desiludido, mas esperava mais. A Torre de Belém fica muito bonita com a luz dos foguetes. Se tivesse uma daquelas plaquinhas como na patinagem artística, dava nota 6. Não sei se vou conseguir ir ver os restantes participantes, mas fica a informação: segue-se a França (dia 10) e o Japão (dia 17) e cabe à equipa portuguesa encerrar o Mundial, na noite de 24. Ficam as fotos (qualidade telemóvel).

A ventoinha dos outros - "E se Soares morre?"
Aconselho vivamente a leitura deste post no blog nosso vizinho. A resposta para a pergunta que muita gente já fez: http://cabalar.blogspot.com/2005/09/e-se-mrio-soares-morre_04.html
Quer poupar água? Pergunte-me como...
“Eu não sou porco, estou apenas a poupar água”. É exactamente assim que eu me sinto em relação ao meu carro e agradeço a quem, diariamente, passar por mim com esta inscrição no vidro traseiro, provavelmente escrita com o dedo indicador. No fundo, encontrei a justificação que me faltava para não lavar o carro. Tenho pena de não estar ainda sujo o suficiente para eu próprio dedilhar esta frase no vidro traseiro do meu bólide. Mas estou claramente decidido a aceitar o convite que me foi dirigido, curiosamente, por outro vidro traseiro de um carro: “Faça como eu, poupe água!”. Assim farei. Se depender de mim a seca não passa de uma miragem...
sexta-feira, 2 de setembro de 2005
E se a Katrina aparecesse por aí?
Esta é uma nota de surpresa. Ainda não vi nenhuma reportagem-choque apresentada como "o que teria acontecido se o furacão Katrina tivesse atacado em Portugal". Ou o jornalismo está ainda de férias ou então ainda não apareceu nenhum especialista maluco capaz de dizer coisas como "se o furacão entrasse pelo Terreiro do Paço, ficava tudo submerso até às Caldas da Rainha" ou "morreriam mais de 700 mil pessoas apenas em dois minutos e meio", ou para júbilo, «Só 10% do território português não seria afectado".
Os barcos também bombam!

Numa altura em que o gasóleo já passou a barreira de um euro, não são só os meios rodoviários que sofrem. Em Veneza, mas propriamente na ilha de Murano (onde a foto foi tirada), são os barcos o principal e, em muitos casos, únicos meios de transporte. Uma palavra de força e coragem para os barqueiros deste e de outros países que não sejam sócios de uma empresa petrolífera.
Notas de um dia no centro de emprego
- Como eu gostei de passar o dia inteiro no Centro de Emprego. Como é reconfortante encontrar por lá pessoas que se cruzaram comigo entre a primária e o secundário, todos professores e com uma característica em comum: todos desempregados! Tal como eu, com a diferença de eu não ser professor e de ser, garantidamente, o único jornalista naquele mar de "stores".
- Registei com espanto e, ao mesmo tempo, com um sorriso nos lábios as palavras da senhora que me atendeu. "Ai isto parece impossível, um jornalista no desemprego. Ainda no outro dia vi na Sic Notícias uma série de jornalistas brasileiras. Para quê? Não temos cá muitos jornalistas sem trabalho? Por que é que não lhe dão esse trabalho a si?" Olha que boa pergunta. Talvez a enderece a quem de direito, porque a mulher lá saberá o que diz.
- Como é bom ouvir: "Ai nessa área é impossível arranjar-lhe um emprego". E o mais preocupante... porque é que não fiquei surpreendido?
- Porque é que há sempre alguém a tentar furar a fila (desta vez não fui eu e é isso que me irrita) a dizer que tem o número 358 e afinal é o 458?
- Da próxima vez que tiver de ir ao centro de emprego, lembrem-me de levar uma criança ao colo, já que terei prioridade sobre TODA a gente e não preciso de tirar senha!
- É incontornável. Há sempre uma senhora mais exaltada que quer bater a toda a gente porque diz que lhe está tudo a passar à frente.
- Os concursos públicos a decorrer são todos para a Câmara de Leiria.
- As ofertas de emprego variam entre cantoneiro de limpeza, empregado de balcão e limpezas. Nada contra, mas onde estão aqueles 150 mil empregos prometidos?
- Ora estava eu a contar com uma hora de seca, mas estava longe de imaginar que ontem era o primeiro dia de inscrição dos professores. Acontece que lembraram-se todos, de facto, de ir no primeiro dia. Eu só pergunto qual a razão por que não era o dia de inscrição dos calceteiros, deviam ser bem menos e poupavam-me umas belas horas numa fila interminável!
- Registei com espanto e, ao mesmo tempo, com um sorriso nos lábios as palavras da senhora que me atendeu. "Ai isto parece impossível, um jornalista no desemprego. Ainda no outro dia vi na Sic Notícias uma série de jornalistas brasileiras. Para quê? Não temos cá muitos jornalistas sem trabalho? Por que é que não lhe dão esse trabalho a si?" Olha que boa pergunta. Talvez a enderece a quem de direito, porque a mulher lá saberá o que diz.
- Como é bom ouvir: "Ai nessa área é impossível arranjar-lhe um emprego". E o mais preocupante... porque é que não fiquei surpreendido?
- Porque é que há sempre alguém a tentar furar a fila (desta vez não fui eu e é isso que me irrita) a dizer que tem o número 358 e afinal é o 458?
- Da próxima vez que tiver de ir ao centro de emprego, lembrem-me de levar uma criança ao colo, já que terei prioridade sobre TODA a gente e não preciso de tirar senha!
- É incontornável. Há sempre uma senhora mais exaltada que quer bater a toda a gente porque diz que lhe está tudo a passar à frente.
- Os concursos públicos a decorrer são todos para a Câmara de Leiria.
- As ofertas de emprego variam entre cantoneiro de limpeza, empregado de balcão e limpezas. Nada contra, mas onde estão aqueles 150 mil empregos prometidos?
- Ora estava eu a contar com uma hora de seca, mas estava longe de imaginar que ontem era o primeiro dia de inscrição dos professores. Acontece que lembraram-se todos, de facto, de ir no primeiro dia. Eu só pergunto qual a razão por que não era o dia de inscrição dos calceteiros, deviam ser bem menos e poupavam-me umas belas horas numa fila interminável!
quarta-feira, 31 de agosto de 2005
Mais Ventoinha - Sóooooooooooooó?
terça-feira, 30 de agosto de 2005
Mais Ventoinha - Publicidade agressiva
Ora e do Brasil chegam dois exemplos de publicidade bastante original. Esta que se segue dava também um jeitão cá em Portugal
Esta aqui era ver os homens todos a andar de pé no autocarro quando só estivesse livre este lugar. Oh oh. Vai lá mas é meter os dedos noutro lado! ehehehe

Estas imagens chegaram à Ventoinha via Cláudia Colaço, a quem agradecemos, excepto a parte do exame da próstata!
Esta aqui era ver os homens todos a andar de pé no autocarro quando só estivesse livre este lugar. Oh oh. Vai lá mas é meter os dedos noutro lado! ehehehe
Estas imagens chegaram à Ventoinha via Cláudia Colaço, a quem agradecemos, excepto a parte do exame da próstata!
O homem do palácio
Um destes dias Mário apareceu com um ar muito acabado no Largo do Rato, próximo da sede do PS. Num estado bastante frágil e sem dizer a mínima palavra, começaram a juntar-se algumas pessoas à sua volta. Vinha com a gravata torta e com uma camisa que não se usa há uns dois mandatos. De fato escuro todo encharcado, depois de ter andado às voltas por Lisboa à procura da sede do PS, Mário estava mudo. Quem passava tentava arrancar-lhe uma só palavra e nada. Chegou o INEM que o levou para o Hospital de São José – o que cobre aquela área. Os médicos não sabiam o que fazer, porque de saúde estava aparentemente bem. Até que alguém se lembra de dar um bloco e uma caneta para a mão de Mário. O espanto assola toda a enfermaria 81 quando das mãos já enrugadas sai o Palácio de Belém. Contactados os mais conceituados especialistas, chegou-se à conclusão que Mário era um reconhecido candidato à presidência da República. Assim foi.
segunda-feira, 29 de agosto de 2005
Mais Ventoinha - A pornografia dos carrosseis para crianças
Estreia do Mais Ventoinha
Se o blog do Pacheco Pereira pode, o Ventoinha também pode! A partir de hoje, os nossos leitores podem também carregar nos botões da nossa Ventoinha e pô-la a andar a maior velocidade. No título estará sempre a designação "Mais Ventoinha" e a foto ou o texto serão sempre acompanhados do nome do autor. Temos então a estreia, por aquela que podia ser uma dupla de cantores pimba, mas não, até ver. É já a seguir... mas é que é mesmo!
Nem sempre do melhor cú resulta a melhor fruta
Ir a supermercados é sempre uma experiência de vida. Mas é na frutaria que se faz escola, muito para além dos limites da charcutaria ou mesmo do talho. Como é bonito ver uma série de pessoas a cheirar o cú do melão (não fui eu que inventei a expressão) para ver se está maduro. Outros apalpam até mais não e outros ainda só falta andarem munidos de lupa, porque quanto mais amarelo está junto ao cú mais maduro está o melão e é preciso ter cuidado porque senão pode estar já podre de mais. Na maioria dos casos são homens que fazem estas figuras e eu pergunto se, de facto, não é de homem fazer as escolhas consoante o cú. Parece-me que há aqui um padrão. Mas tal como acontece com os melões, dá-me ideia que nem sempre do melhor cú resulta a melhor fruta. É só uma ideia de quem compra melão algumas vezes.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





