quarta-feira, 6 de julho de 2005
A saga de Zé João - parte II
Zé João foi hoje levantar o carro semi-novo, que teve apenas três donos, um Peugeot 206 com 75 mil quilómetros. Ironia das ironias, o pouco que aproveitou do agora prensado Renault 21 foram os três coletes. mas se assim lhe podemos chamar, a ironia ao quadrado foi que o stand Rebelo oferece um colete AMARELO a todos os clientes que ali comprarem o seu semi-novo veículo.
terça-feira, 5 de julho de 2005
A saga do Zé João que só queria retrorreflectir
O Zé João é um homem amargurado com a vida e pergunta-se a toda a hora por que raio decidiram alterar o código da estrada. Há alguns meses começou a sua tortura, quando ouviu no Jornal Nacional que o uso de um colete retrorreflector de acordo com a norma europeia NP EN 471 ou NP EN 1150 ia ser obrigatório. Começou a sua saga quase esgotante que o levou a percorrer todos os mini, super e hiper-mercados da zona que, para sua azia, ainda não estavam dentro das normas e por isso não vendiam os coletes. Uma questão de norma.
Nisto, quando finalmente conseguiu dormir, pela primeira vez, uma noite seguida - depois de ouvir no Você na TV, do Manuel Luís Goucha e daquela moça loira, que o prazo para compra de coletes tinha sido alargado - encontrou o vizinho Tó Manel, que lhe indicou a loja dos chineses como ponto de venda dos ditos retrorreflectores. Prontamente se dirigiu ao "Mundo Bom", porque se há coisa que não escusa é cumprir o que a Manuela Moura Guedes diz na televisão. Comprou cor-de-laranja, ó único que havia. Descansado colocou o colete, ainda embalado, tamanho XL por causa da cerveja e dos tremoços ao final do dia, na bagageira do seu bem estimado Renault 21.
Mas se há coisa que Zé João não perde é o Jornal Nacional e quando não é a Manela a apresentar, coloca a gravação do dia anterior no seu VHS Philips. Certo dia à noite, já depois da plástica e de estar como nova, Manela Moura Guedes, ela mesma, avisa que a cor do colete homologado não pode ser cor-de-laranja. Zé João sente a espuma da cerveja a percorrer-lhe as veias e, ainda por cima, já passa das 20 horas, e os chineses já fecharam o bazar. Dia seguinte, com umas olheiras até aos joelhos, é o primeiro a ser atendido e compra, desta vez, um colete verde. Pelo sim, pelo não, mantém o laranja na bagageira do seu carro francês de 1991 e junta-lhe o verde. Uma semana inteira descansado... foi o máximo que conseguiu, desde o anúncio do Governo, em Fevereiro do corrente.
Oito da noite e a Manela, com os lábios ainda mais vermelhos do que no dia anterior, esclarece que verde é capaz de ser má cor, já que é o tom usado nos coletes da GNR e, apesar da onda de insegurança, a multiplicação de coletes pouco ajudaria. Acabou por ser o primeiro dia que Zé João se confrontou com a sua úlcera nervosa e repetiu, vezes sem conta: amarelo, amarelo, amarelo. Desta vez, num misto de superstição e de patriotismo decide ir ao Alisuper comprar o colete AMARELO. Assim o fez e mais um colete para a bagageira. Quase de propósito, o sr. que manda na DGV convoca uma conferência de imprensa para o dia seguinte e esclarece, de uma vez por todas, que os coletes obrigatórios podem ser de qualquer cor. Assim mesmo, com esta frieza. As palavras verde, laranja e amarelo foram sentidas por Zé João como chumbadas de pressão de ar. E afinal, a utilização foi adiada mais uma semana.
Três coletes depois, uma úlcera nervosa e para cima de 10 euros gastos sem propósito, chegou finalmente o dia. "A partir de hoje é obrigatório o uso de colete retrorreflector", anunciava Manela, às oito em ponto, naquele que é o Jornal Nacional. A paz que parecia voltar a reinar cedo se desfez. A Maya, no SIC 10 Horas da manhã seguinte, insiste que é de muito mau gosto usar o colete vestido no banco do pendura - "um horror". Zé João, como acredita na taróloga e faz a sua vida de acordo com as previsões matinais de bons ou maus astros, dobrou o seu colete amarelo e voltou a colocá-lo na embalagem. No café central de Sassoeiros um dos amigos da "bejeca" avisa-o que a polícia vai multar quem andar com o colete dentro da embalagem, porque numa situação de emergência não é funcional. Zé João deixa a mini bem gelada a meio e corre até ao carro para desembrulhar novamente o colete. Com medo do que a Maya poderia dizer no dia seguinte, e com medo de influenciar os astros, já que o seu ascendente nesse dia estava em capricórnio, coloca o colete na bagageira, mas fora da embalagem.
A mulher, Francisca, que nada percebe de carros a não ser que o preço da gasolina sem chumbo 95 está sempre a subir, disse ao seu Zé João que o colete na mala do carro não servia para nada. "Então se tiveres que mudar um pneu, mal abres a porta do carro para ir buscar o colete, o guarda vai-te multar, porque deste um passo com o carro parado na berma sem estares a retrorreflectir". Assim mesmo, como vinha na revista Maria dessa semana. No intervalo da telenovela Zé João vai ao carro e toma uma das mais exigentes e difíceis decisões da sua vida. Deixa o colete verde na bagageira, o laranja no banco de trás dentro do plástico e o amarelo vestido no seu próprio banco. Agora sim, estava de acordo com a lei, com a norma europeia, com as cores, com tudo e podia finalmente pegar de novo no seu Renault 21, que não sai da porta da vivenda desde Fevereiro, para não arriscar a multa.
No dia seguinte, a sair do cruzamento onde se apresentava pela esquerda e quando os semáforos estavam avariados depois de uma fuga numa conduta de água duas ruas mais abaixo, teve um acidente. Ficou de boa saúde, mas o carro sem arranjo. Quando vai a sair do carro, ficou tão indeciso em realação ao colete que devia vestir que soltou, num desabafo mais que merecido: "Porra!"
Nisto, quando finalmente conseguiu dormir, pela primeira vez, uma noite seguida - depois de ouvir no Você na TV, do Manuel Luís Goucha e daquela moça loira, que o prazo para compra de coletes tinha sido alargado - encontrou o vizinho Tó Manel, que lhe indicou a loja dos chineses como ponto de venda dos ditos retrorreflectores. Prontamente se dirigiu ao "Mundo Bom", porque se há coisa que não escusa é cumprir o que a Manuela Moura Guedes diz na televisão. Comprou cor-de-laranja, ó único que havia. Descansado colocou o colete, ainda embalado, tamanho XL por causa da cerveja e dos tremoços ao final do dia, na bagageira do seu bem estimado Renault 21.
Mas se há coisa que Zé João não perde é o Jornal Nacional e quando não é a Manela a apresentar, coloca a gravação do dia anterior no seu VHS Philips. Certo dia à noite, já depois da plástica e de estar como nova, Manela Moura Guedes, ela mesma, avisa que a cor do colete homologado não pode ser cor-de-laranja. Zé João sente a espuma da cerveja a percorrer-lhe as veias e, ainda por cima, já passa das 20 horas, e os chineses já fecharam o bazar. Dia seguinte, com umas olheiras até aos joelhos, é o primeiro a ser atendido e compra, desta vez, um colete verde. Pelo sim, pelo não, mantém o laranja na bagageira do seu carro francês de 1991 e junta-lhe o verde. Uma semana inteira descansado... foi o máximo que conseguiu, desde o anúncio do Governo, em Fevereiro do corrente.
Oito da noite e a Manela, com os lábios ainda mais vermelhos do que no dia anterior, esclarece que verde é capaz de ser má cor, já que é o tom usado nos coletes da GNR e, apesar da onda de insegurança, a multiplicação de coletes pouco ajudaria. Acabou por ser o primeiro dia que Zé João se confrontou com a sua úlcera nervosa e repetiu, vezes sem conta: amarelo, amarelo, amarelo. Desta vez, num misto de superstição e de patriotismo decide ir ao Alisuper comprar o colete AMARELO. Assim o fez e mais um colete para a bagageira. Quase de propósito, o sr. que manda na DGV convoca uma conferência de imprensa para o dia seguinte e esclarece, de uma vez por todas, que os coletes obrigatórios podem ser de qualquer cor. Assim mesmo, com esta frieza. As palavras verde, laranja e amarelo foram sentidas por Zé João como chumbadas de pressão de ar. E afinal, a utilização foi adiada mais uma semana.
Três coletes depois, uma úlcera nervosa e para cima de 10 euros gastos sem propósito, chegou finalmente o dia. "A partir de hoje é obrigatório o uso de colete retrorreflector", anunciava Manela, às oito em ponto, naquele que é o Jornal Nacional. A paz que parecia voltar a reinar cedo se desfez. A Maya, no SIC 10 Horas da manhã seguinte, insiste que é de muito mau gosto usar o colete vestido no banco do pendura - "um horror". Zé João, como acredita na taróloga e faz a sua vida de acordo com as previsões matinais de bons ou maus astros, dobrou o seu colete amarelo e voltou a colocá-lo na embalagem. No café central de Sassoeiros um dos amigos da "bejeca" avisa-o que a polícia vai multar quem andar com o colete dentro da embalagem, porque numa situação de emergência não é funcional. Zé João deixa a mini bem gelada a meio e corre até ao carro para desembrulhar novamente o colete. Com medo do que a Maya poderia dizer no dia seguinte, e com medo de influenciar os astros, já que o seu ascendente nesse dia estava em capricórnio, coloca o colete na bagageira, mas fora da embalagem.
A mulher, Francisca, que nada percebe de carros a não ser que o preço da gasolina sem chumbo 95 está sempre a subir, disse ao seu Zé João que o colete na mala do carro não servia para nada. "Então se tiveres que mudar um pneu, mal abres a porta do carro para ir buscar o colete, o guarda vai-te multar, porque deste um passo com o carro parado na berma sem estares a retrorreflectir". Assim mesmo, como vinha na revista Maria dessa semana. No intervalo da telenovela Zé João vai ao carro e toma uma das mais exigentes e difíceis decisões da sua vida. Deixa o colete verde na bagageira, o laranja no banco de trás dentro do plástico e o amarelo vestido no seu próprio banco. Agora sim, estava de acordo com a lei, com a norma europeia, com as cores, com tudo e podia finalmente pegar de novo no seu Renault 21, que não sai da porta da vivenda desde Fevereiro, para não arriscar a multa.
No dia seguinte, a sair do cruzamento onde se apresentava pela esquerda e quando os semáforos estavam avariados depois de uma fuga numa conduta de água duas ruas mais abaixo, teve um acidente. Ficou de boa saúde, mas o carro sem arranjo. Quando vai a sair do carro, ficou tão indeciso em realação ao colete que devia vestir que soltou, num desabafo mais que merecido: "Porra!"
o contraditório
Algúem já parou para pensar se os chineses e os indianos gostam do Alberto João Jardim?
segunda-feira, 4 de julho de 2005
Clemente é bonito.
Lançando um apelo à juventude deste meu Portugal, este jardim onde o que não falta são flores e espécies raras, digo-vos: olhem para o Clemente! Não só é um prazer olhar para um gajo assim, como é das poucas pessoas que faz lembrar uma estátua renascentista a andar, dado o ar marmóreo e intocável, e aquela aura de star system que paira à sua volta, na verdade é repelente para os mosquitos. Clemente é, de facto, bonito. Encontro-me aqui perdido, à 2:02 da madrugada, lavado em lágrimas e a ouvir o “…Zzz-zzz-zzz-zzz, sou uma abelha, sempre em busca do mel…”, e choro, choro muito. Pergunto-me, por que motivo não foi o Clemente ao Live8, que se passa no mundo!? Clemente é dos tais homens que podia ser mulher e ninguém notava a diferença, e até diziam, “Olha, ali vai aquela menina vestida de rapaz mais velho, até pôs água-de-colónia”. O Clemente, ai o Clemente. O Clemente é daquelas pessoas que nunca mais tem barba e se desculpa com a genética, é das hormonas. Não é bonita a inocência?! Clemente, volta aos palcos! Quero ouvir-te cantar e jogar à malha, para ver se te acerto com um disquinho daqueles que até não são pesados; quero correr pelos campos de trigo a ouvir a tua voz a ser levada pelo vento enquanto és triturado por uma debulhadora! “Vais partir, a fronha toda, e jamais tornarás a sorrir… la la la, la la la la la, la la la, la la la, la la la”…
Nota: Isto deve ser entendido como um manifesto de carácter racial! Eu sou terráqueo!
Mulher da vida morre…
Uma mulher da vida, que andava na rua de mini-saia pela cintura e de botas até aos cotovelos, morreu. Sendo uma mulher da vida, a morte apanhou-a, como é óbvio, por trás; agarrando-a nos cabelos, sem dó nem piedade, penetrando-se-lhe no corpo, passo a expressão, e, retirando-lhe a alma, deixou-a caída no chão, sem um tostão nem sistema de saúde. A princípio, julga-se que quem a matou é, portanto, um assassino, mas deixemos isso para a peritagem, porque também pode ser um homicida, ou ainda uma pessoa, o que torna as coisas muito mais macabras. Para Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, “…trata-se de um ultraje às liberdades pessoais, a morte não tem direito de matar, muito menos assim, a morte é ditatorial e imperialista e quando se morre é sempre para o mesmo”. É deveras estranho que uma mulher da vida tenha morrido, poderá tratar-se de um argumento plausível para o autor de “O Código Da Vinci”, mas não, é a realidade, as mulheres, mesmo sendo da vida, também morrem. José Sócrates nem deitou uma lágrima, pois a peritagem chegou à conclusão de que não se tratava de um gaj@. Marques Mendes disse que era inadmissível uma mulher da vida morrer durante um governo do PSD, O CDS mostrou uma estranha simpatia pelas palavras de Sócrates, já Freitas do Amaral continua pior que o Gervásio da reciclagem, tendo mesmo que aprender o que é a esquerda e o que é a direita desde o inicio.
Intelectual multado por excesso de citações.
Ontem, na livraria Ler Devagar, durante uma conversa amena sobre a implicação do pensamento “heideggeriano” nas contas públicas do Burkina Faso, um intelectual ousou fazer mais do que as três citações permitidas por noite, e por lei, a um intelectual. O indivíduo, que na altura vestia um fato xadrez e uma camisa com botões de punho, comprados na feira da ladra, de cor azul, usava também um papillon, terminando o conjunto com uns óculos de aros cromados, amordaçados pelas leis do devir, que irão perecer por certo quando menos se esperar, pois o tempo não poupa ninguém e a vida, esse grande mistério, não é devota à materialidade das coisas… Voltando ao tema da notícia; o indivíduo citou, em primeiro lugar, Berkeley, tendo sido imediatamente acusado de ser um metafísico inconsistente; não ficando contente – a conversa voltou-se para a questão dos investimentos no turismo naquele belo país africano – o indivíduo citou Kant por causa da temática das concessões das praias, citação que, apesar de ter ficado muito bem dado o contexto, ameaçava já a multa; no momento em que citou o terceiro autor, Schopenhauer, sentiu-se triste por ter falhado. Este indivíduo, embora tenha sido advertido por Vasco Graça Moura, conhecido reincidente, não deixou de receber a multa das mãos de Elsa Raposo, que por sua vez citou La Fontaine e, explanando e sintetizando toda a moral das fábulas dos animaizinhos da quinta, fez ainda referência a Santo Agostinho, quando mencionou a inquietação que um alho francês pode provocar.
Nota: Entretanto, Manuel Maria Carrilho não disse nada, nem citou ninguém, estava a mudar as fraldas a Dinis.
Nota: Entretanto, Manuel Maria Carrilho não disse nada, nem citou ninguém, estava a mudar as fraldas a Dinis.
quinta-feira, 2 de junho de 2005
Para baixar o défice
Os lucros da venda de Pirilampos Mágicos vão auxiliar no combate ao défice. Esta campanha foi lançada por Vítor Constâncio, quando viu o reclame com o “Pêdroo”, do Anjo Selvagem, nas ruas da cidade de Lisboa. Défice por défice, ajudamos os dois. Na verdade, Vítor Constâncio pensou ainda em juntar a esta angariação de fundos os direitos de autor de Avô Cantigas, mas não dava mais do que cinco cêntimos, feitas bem as contas, já não vende. Vão ser feitas quermesses, para vender os fatos de Sócrates e os topos de gama dos deputados e ministros deste nosso Portugal. Nesta vaga de crise vão ser criadas duas pastas novas, a das Rifas e a da Venda de Bolos Caseiros, e os ministros apontados para a função já estão em negociações, para a pasta das Rifas teremos Serenela Andrade e para a pasta da Venda de Bolos Caseiros teremos o Manuel Luís Goucha. Serão ainda feitos bingos, no hemiciclo, alternando com slot-machines e mesas de jogo, tendo como chefe croupier Aníbal Cavaco Silva. Com estas campanhas e acontecimentos o nosso Governo está em Alta. Para a frente Portugal!
quarta-feira, 1 de junho de 2005
O boi é que decide
Em São Pedro de Alva há uma tradição que já cresceu para além da aldeola. Por esta altura começam a ser vendidos os talões da sorte. Ao estilo das rifas, cada pessoa tem um número. Depois, pela altura das festas da terra, faz-se um quadriculado a preceito e sem batotas no campo de futebol do clube desportivo. Depois, começa a festa rija. Em vez de jogadores dá entrada no campo um boi. E depois, de bancadas cheias, é esperar o tempo necessário até que o boi se digne a largar uma valente bosta. Ora, cada quadrado tem um número e ganha o apostador que tiver o mesmo número do quadrado onde cagou o animal. O prémio é o próprio boi. Quem tiver espaço leva-o para casa ou então vende-o ao talho lá da terra. Isto fez-me pensar se a escolha dos ministros não seria parecida. O primeiro-ministro é o chefe da comissão de festas e depois, já estou a imaginar um campo de futebol com nomes de possíveis ministros e onde o boi cagar.... pronto, está escolhido. E assim é feito para todas as pastas. Tal como em São Pedro de Alva é preciso pagar uma pequena quantia. Se a tradição pede 2,5 euros, para o Governo contam as quotas de militante, pagas a tempo e horas.
terça-feira, 31 de maio de 2005
O que o Baywatch tem que nós não temos
Está aberta a época balnear. As praias estão vigiadas, há cada vez mais tipos de bóias diferentes, de pranchas e de cintas cervicais. Há cada vez mais motas de água e até há uns jipes amarelos e azuis, pomposamente chamados de Seamaster. Isto coincide com a 49ª repetição da série Baywatch, às quatro da manhã, na TVI (este não é um facto confirmado, mas mesmo que não seja verdade, podia ser). No próximo ano, talvez as nossas praias tenham também as torres de controlo para substituir uns míseros postes com uma bóia, agora que a bola da Nívea já se foi. Mas, mesmo com tudo isto, os responsáveis do Institudo de Socorros a Náufragos - o tal do "há mar e mar, há ir e voltar" - continuam a dizer que os banhistas não ligam nenhuma ao que os nadadores-salvadores dizem. As mulheres são mais conscientes e o problema são mesmo os homens. Aconselho os responsáveis do ISN a verem bem o que o Baywatch tem que nós não temos. Algo que faria com os homens não entrassem sequer na água, quanto mais que se afogassem ou que ignorassem a bandeira vermelha. De 5500 nadadores-salvadores licenciados há, mais ou menos, duas mulheres?????????
Se eu o apanho...
Ainda gostava de saber quem foi o leviano que inventou a Feira do Livro. Eu sei que não é difícil e, na verdade, eu não quero saber quem ele é, de facto. O que eu quero é dizer muito mal dele porque começou, há 75 anos, a construir a minha ruína financeira. E agradeço que não me digam sequer o seu nome, ou lá se vai o bode expiatório da minha culpa pelas dezenas (para não assustar) de livros que comprei. E, pior, o sr não só se lembrou de criar aquele antro de perdição como ainda decidiu prolongá-lo por vários dias, tipo semanas. Desde que saí de lá sem mãos para carregar mais sacos que não tenho coragem para dizer que sim quando o multibanco me pergunta se quero receber talão. Ai se eu o apanho...
sexta-feira, 27 de maio de 2005
Socialistas: são uns para os outros.
Na semana em que Vitor Constâncio anuncia o défice escandaloso, Sócrates engasga-se com as promessas eleitorais e precisa de beber muita aguinha de rosas para não esquecer o dogma e mesmo assim manter a flexibilidade de um gato político. Como é que um primeiro-ministro socialista dá uma noticia destas a um povo, nem com sais de fruto. A azia política pode ser amenizada, daí o título apontar para o facto de os socialistas serem uns para os outros. Num esforço enorme, para chamar a atenção, vou tentar dizer algo que faça sentido, já que comecei tenho de acabar: então o Guterres é o alto-comissário para os refugiados? Isto até parece panelinha com o actual executivo. Cá, neste jardim à beira mar plantado, que, cada vez mais, é pago como uma visita ao Oceanário – as espécies raras vêm incluídas – o I.V.A. aumenta, uma nuance socialista, um bom défice à boa casa torna. O P.S.D. não aguentou a pastilha e foi escarnecido. Já Sócrates, o Messias do Largo do Rato, pensava que era tudo sopinhas de leite, isto estava bem pior, a factura era bem mais cara que um fato Armani. Mas estou-me a desviar do assunto. A partir de agora vai haver, tememos, cada vez mais fuga ao fisco. Uma vez que Guterres é o alto-comissário para os refugiados, parece-me que a situação está bem encaminhada. Os renegados de uma economia em quase bancarrota têm de ir bater à porta daquele que em tempos também foi refugiado. Guterres percebe melhor de refugiados do que ninguém. Para além dos que fogem cá dentro há os que nem cá dentro se conseguem dar bem, então, toca a fazer as malinhas, pegue-se na trouxa e no farnel, a economia tem os dias contados. Se já houveram dois políticos que abandonaram o barco, por tacho ou por outro motivo, então a culpa não é da má gestão, porque essa não cria refugiados. A culpa é do sistema!
terça-feira, 24 de maio de 2005
Última hora
Consta pelos corredores da Câmara de Lisboa que a única forma que Santana Lopes encontrou para não dar os parabéns ao Benfica pela vitória no campeonato foi inventar uma operação a uma hérnia. Parece é que ninguém sabe qual o hospital onde ocorreu a intervenção cirúrgica. Mas o próprio Carmona faz questão de confirmar a operação e de desejar uma lenta recuperação em casa, até Outubro!
Venha a Taça
Ainda no calor dos festejos encarnados, guardados há 11 anos, algumas considerações.
- Diz-se por aí que o Benfica foi o pior campeão de sempre, se vistas as estatísticas, o que levanta a imaediatamente a pergunta: Onde andaram o FCP e o Sporte? Quererá isto dizer que a equipa que praticou o melhor futebol foi ainda pior que o pior campeão de sempre?
- Esta foi uma vitória também especial, não só por a festa ter sido feita no Porto, depois de derrotar o Sporte, que segundo Peseiro, é Forte, como não deixámos o FC Porto ser campeão, como derrotámos 98% dos sportinguistas que, na última jornada do campeonato, se tornaram tripeiros desde pequenos. A todos eles obrigado por incharem a nossa vitória.
Enfim... ninguém pára o Benfica!
- Diz-se por aí que o Benfica foi o pior campeão de sempre, se vistas as estatísticas, o que levanta a imaediatamente a pergunta: Onde andaram o FCP e o Sporte? Quererá isto dizer que a equipa que praticou o melhor futebol foi ainda pior que o pior campeão de sempre?
- Esta foi uma vitória também especial, não só por a festa ter sido feita no Porto, depois de derrotar o Sporte, que segundo Peseiro, é Forte, como não deixámos o FC Porto ser campeão, como derrotámos 98% dos sportinguistas que, na última jornada do campeonato, se tornaram tripeiros desde pequenos. A todos eles obrigado por incharem a nossa vitória.
Enfim... ninguém pára o Benfica!
sábado, 14 de maio de 2005
Pastorinhos’ Cup, o vencedor.
Já terminou a edição deste ano da Pastorinho’s Cup. O vencedor desta edição foi camisola púrpura nas três etapas e venceu o contra relógio de joelhos com um avanço incrível sobre os outros peregrinos, estamos a falar, claro está, de José Joanetes. Filho de pais separados, juntou-os de novo com as técnicas de cirurgia que aprendeu na Faculdade de Medicina. Desde muito cedo quis vencer a prova, mas só aos dez anos começou a andar de joelhos, graças a uma prova no Parque Eduardo VII que lhe deu o empurrãozinho. Passou a maior parte da sua vida a fugir à polícia, mas em troca de favores acabou numa prisão de luxo. Na opinião dos comentadores, foi um justo vencedor. A opinião do júri foi unânime, trata-se de um homem com muito talento e muito bom na marcha. Bento XVI ficou emocionadíssimo prometendo canonizar Joanetes pelo Santo Martírio de Andar Calçado. José não conteve a alegria e peidou-se, fazendo Bento corar e sorrir. O nosso vencedor leva assim, para casa, um rim de cera, um coração talhado em parafina, um Cd autografado do Roberto Leal, uma edição especial das Sagradas Escrituras, que contêm em anexo o Código do Sobreiro, e uma estadia no Paraíso, um empreendimento turístico que veio à existência por obra e graça do Espírito Santo.
Pastorinho’s Cup, a gincana final.
Este ano a Pastorinho´s Cup funcionará de forma diferente no último quilómetro, será organizada uma gincana entre os primeiros dez que cheguem à tenda médica em pior estado. Em vez de andarem de joelhos, às cambalhotas, a rebolar, aos saltinhos, a organização lembrou-se de criar uma série de pequenas provas que testam a fé, bem como a paciência e destreza dos peregrinos. Desta feita, para ir da entrada do Santuário até à Capelinha das Aparições, os peregrinos terão de fazer uma corrida de sacos, fabricados com o mesmo tecido das vestes do hábito da irmã Lúcia, terão também de fazer uma corrida com uns pés atados, com cordões de ouro de vinte quilates e meio, sendo os outros três quilates e meio para despesas da organização, e, por fim, com as mãos atadas a um pau em forma de cruz e com a cabeça enfiada numa pia baptismal cheia de farinha, terão de encontrar pequenos papelinhos onde vêm os milagres a serem operados. Cada peregrino tem direito a três milagres, uma vez que o Santuário, como toda a instituição que se preze, abre às oito e fecha às cinco, não dando tempo, estatisticamente falando, para operar mais de três milagres.
quinta-feira, 12 de maio de 2005
Espírito Santo e Nossa Senhora
Aos pastorinhos apareceu Nossa Senhora, a afamada mãe de Jesus. Ao CDS/PP apareceu o Espírito Santo, ambos os acontecimentos merecem destaque na História de Portugal. Mas, na verdade, eu não estou aqui para falar disto, estou aqui para louvar a intervenção do Espírito Santo na flora portuguesa, e para explicar uma ou outra receita de bacalhau. Ora o Espírito Santo e o sobreiro são muito conhecidos porque muita gente neles descansa, num descansa a alma e noutro descansa o corpo. Nesta dicotomia Espírito Santo/sobreiro é importante ressalvar a utilidade pública que advém de uma ligação entre estes dois, é inegável que o peregrino ribatejano faça uso de um empreendimento turístico – eu já nem sei do que estou a falar! Para dar sinais de alguma sanidade toca a falar do Bacalhau à Espiritual: prato muito apreciado pela irmã Lúcia, distingue-se pelo requinte com que mistura num só prato o sabor da cenoura com o da batata; sendo o bacalhau muito escasso, talvez por isso Bacalhau à Espiritual, fica lá a alma do bacalhau mas corpo nem por isso, é só o gostinho, para disfarçar. Nesta altura, que já estou quase a acabar, é que é de falar da Nossa Senhora: é muito bonita, mas veste-se muito mal! Já está!
Pastorinho´s Cup: Noticias…
Na quarta etapa, D. Deolinda, habitual nestas andanças, lançou-se num sprint bem medido até ao café mais próximo onde encontrou a D. Vitória, esta última a beber uma garrafita de Isostar, D. Deolinda ficou-se pelo Energy. Ambas estavam eufóricas, já são quase padroeiras da terra de onde vêm, Moimenta da Beira. A corrida de fundo tornou-se aleivosa com a presença de um tal de Judas, que mora numa freguesia ali para os lados da Guarda, pois o “…safardana…”, palavras de Deolinda, pôs-se numa bicicleta a pedal e andou cerca de 30 km sem pôr pé no chão, terminando a pérfida e censurável atitude com um beijo na cara de Joaquim Jesus, este último habitante do Mogadouro. Nisto veio um batalhão a representar uma conhecida marca de sandálias, a Hebreu’s, e pôs-se tudo a dar pancada no Sr. Jesus, que não fez mal a ninguém, a não ser o facto de ter flutuado uns quilómetros e ter andado sobre o Mondego. D. Deolinda e D. Vitória lançaram-se como gatos a bofes ao pescoço de Judas, morrendo este enforcado numa árvore ali para os lados de Fátima. D. Deolinda, que calça uns Nike Pilgrim e D. Vitória, que calça uns Adidas Faith, assinaram hoje contratos milionários com as respectivas marcas, sendo estes válidos até 2010.
Pastorinho’s Cup
No passado dia 5 de Maio deu-se o início de mais uma Pastorinho’s Cup em várias localidades do país. A habitual prova de marcha tem como fundamento a fé dos pedestres – carro e fé não combinam. Bento XVI, Presidente do Júri, entregará um rim de cera e um coração talhado em parafina ao vencedor desta edição. Este ano temos, D. Deolinda e D. Vitória, representantes de Moimenta da Beira, presenças habituais. Manuel Judas e Joaquim Jesus, um da Guarda e outro do Mogadouro, também se juntaram à corrida da fé. A corrida começou sem muitos problemas, tirando o etíope que pensava que aquilo era mais uma maratona e um muçulmano que disse mais tarde, “Por Alá, enganei-me na peregrinação!” correu tudo bem. No começo da Pastorinho’s Cup tivemos fogo de artifício e aparições do Carlos Lopes em pelota, e, como não podia deixar de ser, a beatificação de Rosa Mota, padroeira dos peregrinos. A reportagem fica a cargo de Mel Gibson, que já encomendou mais uma ilha para comprar com a venda dos DVD’S.
domingo, 1 de maio de 2005
FHM, a revista da fruta?!
A revista já saiu há umas belas semanas, mas só agora é que se me veio uma vontade de falar na fruta. Bem, ia eu na rua, ali para as bandas do Mercado da Ribeira, vi uma laranja a passar e disse para mim, “Mas que belos gomos… dava-te uma que não tinha mais gripes”, na minha inocência pensei em comprar essa revista que diz que gostar de fruta é de homem. Eu gosto muito de fruta, comprei a revista. Pensando eu que ia ver poster de bananas descascadas e de outras frutas com caroço, eis que me aparece grelo. Por favor! Mas até onde é capaz de ir este tipo de publicidade que se farta de enganar o consumidor!? Eu estava à espera de ver a Anona Ryder, e as Bananarama em poses sexuais e aparece-me um artigo sobre marisco, a falar sobre amêijoa menina e berbigão cabeludo, tenham pena de mim. Já chega! Estou farto, aliás, mais do que farto, de aturar este tipo de publicidade. Onde é que anda a fruta? E eu que gosto tanto de maçãs e mostram-me aquelas pescadinhas de rabo na boca, tenham dó!
segunda-feira, 18 de abril de 2005
"Thriller" à portuguesa!
O videoclip de Michael Jackson, “Thriller”, que fez furor nos anos 80, vai ser reproduzido em Portugal brevemente. O argumento do vídeoclip foi escrito pelo inolvidável Santana Lopes, como não podia deixar de ser. Uma lei, o vice-presidente da Associação de Agentes Funerários de Portugal, greves dos funerais, entupimento das vias públicas com carros funerários e Jorge Sampaio protagonizam este videoclip alucinante, que pretende deitar por terra a indústria do pimba. Esta obra-prima vai ser filmada por ManOel de Oliveira, vão ter de ser feitos muitos cortes na edição. Jorge Sampaio faz o papel de Sr. Muito Mau, promulga uma lei – que reduz os funcionários das funerárias para apenas um – e é bailarino; Santana Lopes, para além de argumentista, faz de Bola da Nívea da Costa da Caparica, um papel que não é muito diferente do que fez na festa dos cabeçudos, desta vez vai é pintadinho de azul; Paulo Rodrigues, vice-presidente da Associação, faz de bailarino chefe dos mortos.
Sampaio passeia com sua linda mulher perto do cemitério dos Prazeres, onde é lady’s night… Apercebe-se que o ambiente está muito morto, promulga a lei, e decide pôr-se a dançar. Todos os mortos se levantam quando Paulo Rodrigues dá o sinal e começa a ver-se street racing com carros funerários, os mortos dançam – para fazer o papel de mortos foi chamado o núcleo CDS/PP, que terá morrido num grave acidente eleitoral no passado dia 20 de Fevereiro – e depois fazem greve, gritam em protesto, “Não queremos ficar mortos nestas condições!” e “Não morra mais ninguém, não dá futuro nenhum!”. A Bola da Nívea fica a baloiçar ao sabor do vento e apercebe-se que é só uma parte do cenário. Sampaio fica contagiado pelos mortos e põe-se a dançar também. Maria José Ritta começa a fugir para Belém, pelo caminho encontra o fantasma de Cavaco Silva – mero figurante ou não –, assusta-se muito. Entretanto, Sampaio corre e apanha-a em casa. Maria José dá-lhe um estalo e acaba com a brincadeira, “Jorge, isto são horas de chegar?! Vê lá se queres levar mais?!”, o resto dos mortos já se sabe, morreram à cabeçada, para variar.
Sampaio passeia com sua linda mulher perto do cemitério dos Prazeres, onde é lady’s night… Apercebe-se que o ambiente está muito morto, promulga a lei, e decide pôr-se a dançar. Todos os mortos se levantam quando Paulo Rodrigues dá o sinal e começa a ver-se street racing com carros funerários, os mortos dançam – para fazer o papel de mortos foi chamado o núcleo CDS/PP, que terá morrido num grave acidente eleitoral no passado dia 20 de Fevereiro – e depois fazem greve, gritam em protesto, “Não queremos ficar mortos nestas condições!” e “Não morra mais ninguém, não dá futuro nenhum!”. A Bola da Nívea fica a baloiçar ao sabor do vento e apercebe-se que é só uma parte do cenário. Sampaio fica contagiado pelos mortos e põe-se a dançar também. Maria José Ritta começa a fugir para Belém, pelo caminho encontra o fantasma de Cavaco Silva – mero figurante ou não –, assusta-se muito. Entretanto, Sampaio corre e apanha-a em casa. Maria José dá-lhe um estalo e acaba com a brincadeira, “Jorge, isto são horas de chegar?! Vê lá se queres levar mais?!”, o resto dos mortos já se sabe, morreram à cabeçada, para variar.
Do abuso de menores…
No Jumbo de Alfragide a mãe de Marques Mendes obrigou-o a levar o carrinho das compras… Quando ele devia ir naquelas cadeirinhas que existem nesses mesmos carrinhos. Para mim é inadmissível!
O Fumo…
Meio-dia… uma chaminé da praça de São Pedro. Uma espécie de incontinência divina fazia com que aquela chaminé mijasse fumo de um estranho esbranquiçado. Assim o fazia prever a mistura dos raios de sol e do fumo que saía do pequeno orifício, que o Papa havia sido eleito:
- Vejam, o Fumo Branco… Dio mio, o Papa está vivo!
- Strunzo, questa merda stai avariata. Tagliatelle di straciatella, figli di puti dell’ar condizionatto.
- Nepia Roberto, é Il Papa. Il Santo Padre, abenssoato canelloni, viva Rui Costa!
- Pouchio baruglio, Matteo! Il Papa stai morto, seu paglhasso. Caraglio, tu é stupidatto. Mascarpone di merditta. Il ar condizionatto stai avariatto, cabronezze di Ferrari, lasagna di tu mama.
Entretanto, dentro da Capela Sistina, no conclave:
- Por la Santa Bica Italiana, ma che fai tu Policarpo, apaga il cigarretto di coco, oglia para la merdetta del fumo, stai dando problemmi. Mai tu non ti manchas mesmi! Chi vergonhatta de la traviatta.
Falso alarme, ainda não há Papa…
domingo, 17 de abril de 2005
Reforço do FCP e passe social
A recente notícia da contratação de Lisandro Lopez por parte do FC Porto e o aumento de 3,7% dos transportes públicos a partir de 1 de Maio, deram-me uma esperança e daqui faço um apelo. Tal como Lisandro, do qual o FCP adquiriu metade do passe, eu gostaria de propor aqui a algum clube de futebol, ou empresário, ou mesmo uma empresa qualquer que me pagasse também metade do passe, todos os meses. O negócio não é mau, porque metade do meu passe é apenas 35 euros por mês, enquanto a metade do Lisandro foi 2,350 milhões de euros. Aguardo propostas....
As "etes" em vez dos "istas"
No PSD os mendistas andam todos contentes. Já os menezistas ficaram em baixo depois do Congresso. Os barrosistas estão a ver de onde podem tirar mais proveito e os cavaquistas serão sempre fantasmas para o PSD, tal como os marcelistas serão incómodos. NO PS temos uma situação semelhante. Os guterristas encontraram em Sócrates um bom colo e os soaristas são mais opinion makers do que políticos. Os ferristas optaram por mudar de carreira política. Os "istas" ficam agarrados às lideranças dos partidos, mas há um caso que levanta preocupação e, pode-se dizer, é uma inovação.
No PS temos agora os socráticos - um termo mais imponente na teoria do que na prática - e no PSD as santanetes foram-se embora. Procuro, procuro e não encontro santanistas, porque não há. O mais parecido são mesmo as santantes, uma espécie de santanistas de saias, cabelos loiros, pele morena, mas sem qualquer conhecimento político, à semelhança do líder. Até aí, Santana tinha que ser diferente....
No PS temos agora os socráticos - um termo mais imponente na teoria do que na prática - e no PSD as santanetes foram-se embora. Procuro, procuro e não encontro santanistas, porque não há. O mais parecido são mesmo as santantes, uma espécie de santanistas de saias, cabelos loiros, pele morena, mas sem qualquer conhecimento político, à semelhança do líder. Até aí, Santana tinha que ser diferente....
sexta-feira, 15 de abril de 2005
Já enjoa, não?
Papa, conclave, cardeal, féretro, liturgia, eucaristia, vaticano, urna, olmo, Karol, Policarpo, Ratzinger, irmãs, congregação, colégio cardinalíssimo, Aura Miguel, fumo branco, exéquias, caixão, são pedro, capela sistina, casa de santa marta, padres.
Estou mesmo a ver, se um cardeal dá um peido no conclave é manchete nos jornais de todo o mundo!!!!!!
Haja paciência!
Estou mesmo a ver, se um cardeal dá um peido no conclave é manchete nos jornais de todo o mundo!!!!!!
Haja paciência!
Lobby dos Bosques, o cifranesco meditabundo.
Lobby tem pança farta, se bem que privada. Lobby gosta de fartura, marcas que incandescem os olhos de Esquizotuga. Lobby é sacolas azuis, pela porta do cavalo dão entrada os favores e demais amores, tudo pela saúde do ditoso caroço. Esquizotuga embasbaca-se com a linguagem escabrosa do cifranesco. Na verdade, Lobby dos Bosques rouba dos pobres para dar aos ricos. Lobby gosta de superfícies megatoneladas por bípedes analistas das intemporais crises do seu próprio umbigo. Lobby gosta de 3G para ver que do outro lado se cumprem rituais. Esquizotuga enamora-se de Euros e Expos e demora-se no perceber das eleições, aguarda, sem exasperar, pelo Messias da urna, sem que para isso algo faça. Lobby gosta da trapaça. Em paixões de sobejo lucro é jogado o xadrez a bem jogar. Lobby gosta de ir ao hospital. Genericamente falando, comparticipa da doença alheia, os medicamentos estão caros. Esquizotuga arde na fogueira do acontecimento mediático, isto serve a Lobby dos Bosques. Esquizotuga consome verdades proferidas pelas ninfas de Lobby, as celebridades. Adormece com a prece e ao acordar esquece que terá de viver mais um tempo com o peso do seu próprio voto. Esquizotuga escolheu a liberdade de poder organizar fogueiras de vaidades. Em Luso orgulho se espelha a desgraça. Lobby acha-lhe graça. Entrecorta-se a historieta entre estes dois que se não entendem, enquanto um se esquece de si o outro pergunta por quanto se vendem. Esquizotuga é saudosista, pesa-lhe a memória de Quinhentos, tem Camões à perna, gosta de um Figo regado com Amália e quer um Eusébio em Estado Novo, para não falar de um Sebastião (que não coma tudo) trajado de cores que, no espectro cromático, se situem no centro. Lobby é amigo de Felgueiras e esforça-se por bombardier Esquizotuga, vai à procura da mais-valia para terras onde os braços dão mais lucro. Lobby, com apito de áureo metal, arbitra o futuro de Esquizotuga. E assim nos rimos da vida…
P.S.- A opinião transforma-se em crítica, a crítica dá origem à história. Não é necessário que as coisas funcionem, de facto, deste modo. O que acabou de ser escrito não tem pretensão nenhuma para além da fábula. Qualquer interpretação para além disto é punida com o não pagamento do subsídio de férias.
P.S.- A opinião transforma-se em crítica, a crítica dá origem à história. Não é necessário que as coisas funcionem, de facto, deste modo. O que acabou de ser escrito não tem pretensão nenhuma para além da fábula. Qualquer interpretação para além disto é punida com o não pagamento do subsídio de férias.
quarta-feira, 13 de abril de 2005
Como descascar um cardeal?
Em primeiro lugar, é necessário lançar já a proposição que deu o mote a este texto: todos os cardeais são papáveis. EHEHEHEHEHHEH… errhum… perdão, mas é que… AHAHAHAHAH! Errhum. Cocentrate, Focus, Power! As coisas que os homens inventam.
Portanto, para descascar um cardeal é necessário que se comece pelo chapéuzito ridículo, como se fosse uma tampa. De seguida, retirar os adereços que possam ter (óculos, dentaduras, terços) porque não queremos um cardeal indigesto. Se estiverem vestidos com a batina vermelha, o melhor a fazer é enrolar em jornal e colocar num sítio quente e sem claridade, como se faz às bananas. Sim, porque os cardeais são fruta parecida. Prosseguindo com a descasca, se o cardeal estiver já de preto, ou mesmo de branco – neste caso costumam saber a pureza, o que não combina muito bem com um cardeal –, estão bons para comer. Despe-se a batina como muito cuidado, e para que isso seja bem feito é necessário que esteja uma beata a supervisionar, retira-se a fralda da incontinência e está pronto para comer, da forma como desejarem, desde o cru ao gratinado, uma quantidade enorme de pratos, à semelhança do bacalhau, só que menos salgado e menos teso (mas mais casto!).
Um bom cardeal, para nota gastronómica, é um cardeal papável, como devem calcular, assim, os melhores cardeais são os que se encontram na faixa etária 60-70, pois são tenrinhos, incontinentes – para dar gostinho à carne – e se forem ao forno é tal e qual o frango, as peles tostam que é uma beleza. Aqui está a minha sugestão para uma refeição de conclave… Muito boa tarde e voltem sempre!
Portanto, para descascar um cardeal é necessário que se comece pelo chapéuzito ridículo, como se fosse uma tampa. De seguida, retirar os adereços que possam ter (óculos, dentaduras, terços) porque não queremos um cardeal indigesto. Se estiverem vestidos com a batina vermelha, o melhor a fazer é enrolar em jornal e colocar num sítio quente e sem claridade, como se faz às bananas. Sim, porque os cardeais são fruta parecida. Prosseguindo com a descasca, se o cardeal estiver já de preto, ou mesmo de branco – neste caso costumam saber a pureza, o que não combina muito bem com um cardeal –, estão bons para comer. Despe-se a batina como muito cuidado, e para que isso seja bem feito é necessário que esteja uma beata a supervisionar, retira-se a fralda da incontinência e está pronto para comer, da forma como desejarem, desde o cru ao gratinado, uma quantidade enorme de pratos, à semelhança do bacalhau, só que menos salgado e menos teso (mas mais casto!).
Um bom cardeal, para nota gastronómica, é um cardeal papável, como devem calcular, assim, os melhores cardeais são os que se encontram na faixa etária 60-70, pois são tenrinhos, incontinentes – para dar gostinho à carne – e se forem ao forno é tal e qual o frango, as peles tostam que é uma beleza. Aqui está a minha sugestão para uma refeição de conclave… Muito boa tarde e voltem sempre!
concorrência desleal ou a nova onda positiva
A ventoinha também fala dos casos positivos. E este é um post positivo, risonho e que mostra como o corporativismo pode ser uma coisa bonita. Basta olhar para os restaurantes indianos e ver que os qué frô não entram... ok, podem dizer que eles já lá estão dentro, mas não. Não se vendem frô porque poderia ser encarado como concorrência desleal. É bonito ver estes exemplos e a ventoinha começa aqui uma onda positiva (sempre que não se justifique).
Do crepe ao caril
Tenho reparado que todos os restaurantes indianos que conheço são antigos restaurantes chineses. A comida é mais picante, mas a decoração continua a ser totalmente oriental (incluíndo a música, num dos casos). O espírito é exactamente o mesmo, trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana e com lotação quase sempre esgotada. Das duas uma: ou os chineses foram à Corporacion Dermoestetica fazer plásticas e escurecer a pele, numa clara acção de marketing, ou então, depois da farta venda de clepes e chop-suey, já se dão ao luxo de escravizar indianos...
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